Salesiano polonês e pároco de São Tomás de Villanova, Dom Tadeusz espera que Leão XIV possa passar boas férias em Castel Gandolfo, seu local de descanso
Da redação, com Vatican News

Castel Gandolfo, onde o Papa passará algumas semanas de descanso / Foto: Gabriel Fontana
“O nosso desejo é que o Santo Padre se sinta bem aqui em Castel Gandolfo, que possa descansar e realizar o que ele mesmo indicou como objetivo da estadia: oração, descanso, leitura e esporte”. É o desejo expressado por Pe. Tadeusz Rozmus, pároco da paróquia pontifícia de São Tomás de Villanova, em entrevista à mídia vaticana. O sacerdote salesiano polonês relata os primeiros dias das férias do Papa, relembrando a estadia do ano passado e descrevendo a emoção dos moradores com o retorno do Pontífice ao Palácio Apostólico.
A surpresa da saudação do Papa
Em primeiro lugar, Pe. Tadeusz se diz grato porque, na primeira saudação da varanda do Palácio Apostólico, Leão XIV dirigiu uma mensagem pessoal ao pároco e à comunidade paroquial. Ele realmente não esperava por isso: “para mim, foi uma surpresa enorme. Interpretei isso como um reconhecimento do valor da nossa paróquia pontifícia. Embora as estruturas vaticanas presentes aqui operem de forma autônoma, segundo o Direito Canônico, a paróquia e seu pároco têm um papel importante. Foi um gesto muito bonito do Santo Padre para com toda a nossa comunidade”.
Período de descanso
Segundo o pároco, a estadia do Papa Leão este ano tem um caráter diferente daquela do ano passado. O Papa já havia anunciado, de fato, que desejava passar este período de verão em Castel Gandolfo como um verdadeiro período de descanso. “O Santo Padre deixou claro que veio aqui para rezar, descansar, dedicar-se à leitura e à prática de esportes. Não temos expectativas específicas; queremos simplesmente que ele se sinta bem aqui e que possa viver serenamente esse tempo de acordo com seus desejos”. O mesmo vale para os fiéis, que aguardam com alegria, sobretudo, os momentos do Angelus e os outros possíveis encontros anunciados pelo próprio Leão.
Encontros que fortaleceram o vínculo
Pe. Tadeusz também relata os inúmeros encontros que teve com o Papa durante as frequentes visitas a Castel Gandolfo ao longo desse último ano. Quase todas as semanas, Leão se dirigia, de fato, à Villa Barberini na tarde de segunda-feira até a noite da terça-feira seguinte, quando, ao sair da residência à noite, parava para cumprimentar os peregrinos reunidos em frente ao local ou para conversar com os jornalistas. “Como pároco, tive a oportunidade de trocar algumas palavras com o Santo Padre, transmitir-lhe algumas informações ou simplesmente cumprimentá-lo. Foram momentos muito bonitos, nos quais se percebia sua proximidade paternal. Espero que essa tradição continue mesmo após o fim das férias”, diz o salesiano.
Uma missa inesquecível e um presente do Papa
Ao relembrar o ano passado, o primeiro verão de Robert Francis Prevost como Pontífice, o salesiano recorda com grande emoção a primeira missa celebrada em 13 de julho de 2025, justamente na paróquia de São Tomás de Villanova. A pequena igreja não conseguiu acomodar todos os fiéis que desejavam participar daquela celebração. O que mais ficou gravado no coração do sacerdote foi o momento em que o Papa se dirigiu diretamente à paróquia, entregando-lhe um presente especial. “Ele nos presenteou com um belíssimo cálice litúrgico. Tive a honra de recebê-lo de suas mãos em nome de toda a comunidade e lhe agradeci pelo gesto. Esse permanecerá como um dos momentos mais importantes da minha vida sacerdotal”.
As lembranças de João Paulo II
Na esteira dessas lembranças, pe. Tadeusz Rozmus explica que João Paulo II também ocupa um lugar especial no coração dos moradores de Castel Gandolfo. O nome do santo Pontífice surge continuamente nos relatos dos paroquianos: “no domingo, vi pessoas com lágrimas nos olhos. Muitos se lembravam da sua infância, quando os Papas vinham regularmente a Castel Gandolfo. Falava-se muito de São João Paulo II. Os moradores dizem simplesmente: ‘era o nosso Papa’. E, quando se lembram dele, percebe-se realmente a emoção. O retorno de Leão XIV faz reviver essas lembranças e dá às pessoas a sensação de que essa bela tradição pontifícia ainda continua”.
Quatro séculos de presença dos Papas
As férias do Papa deste ano coincidem também com um importante aniversário. Em 2026, comemora-se, de fato, os 400 anos do início da tradição das estadias de verão dos Pontífices em Castel Gandolfo, iniciada por Urbano VIII em 1626. “Juntamente com a Diocese, as autoridades municipais e a paróquia, estamos preparando as comemorações desse aniversário. É uma ocasião extraordinária”, conclui Pe. Tadeusz Rozmus, “para relembrar quatro séculos de presença dos Sucessores de Pedro em Castel Gandolfo e para destacar a importância desse lugar na história da Igreja”.




