Devoção a São Vicente Pallotti carrega um testemunho de doação ao próximo
Uma Paróquia dedicada a São João Batista está completando 90 anos de missão. Foram os Padres e Irmãos Palotinos que deram início aos trabalhos pastorais na zona leste de São Paulo, no início da década de 1930.
Reportagem de Flavio Rogério e Leandro Iarussi
Entre os devotos de São João Batista, padroeiro desta Igreja na capital paulista, está Paulo, que há 20 anos escolheu essa paróquia para servir e viver a sua fé. “Uma coisa que me chamou muito atenção aqui na paróquia, que eu vim numa Missa de um de um padre que que participava na época, foi uma palavra que ele disse que São João Batista apontava pro Senhor e eu queria ser apontado pelo Senhor”, contou o administrador de empresas, Paulo Potenza.
Os responsáveis por conduzir a missão na paróquia são os padres e irmãos da Sociedade do Apostolado Católico, conhecidos como Palotinos, Congregação fundada em 1835 por São Vicente Pallotti, sacerdote italiano que ficou conhecido pela sua dedicação aos mais necessitados e por destacar o papel dos leigos na missão da Igreja.
“Esse dinamismo, essa vontade de querer ajudar o próximo já vem do nosso fundador. Um dia ele tava muito frio em Roma. Ele viu um mendigo e ele tirou a sua capa e deu pro mendigo. E a partir desse momento ele pegou um resfriado e veio a morrer”, relembrou da Paróquia São João Batista, padre Manoel Vieira.
Foi em 1936 que o então arcebispo de São Paulo, Dom Duarte Leopoldo, criou oficialmente a Paróquia São João Batista. A comunidade cresceu tanto que a pequena capela deu lugar a esse grande templo inaugurado em 1956.
“A paróquia, celebra esses 90 anos não só de uma construção de pedras, mas construção do povo de Deus, pelos sacramentos, pelo atendimento. Nós estamos aqui nos colégios, estamos nos asilos”, partilhou o padre.
Dentre diversas pastorais e grupos da paróquia, está o movimento daqueles que levam cuidado e alimento aos mais necessitados, do qual Paulo faz parte. “São Vicente Pallotti nos inspirou a fazer esse movimento de rua, esse movimento de não de assistencialismo, não é um assistencialismo, é sim de um movimento social, de principalmente, como Pallotti falava, de levar a palavra de Deus”, concluiu o devoto.




