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Sergipe atende pacientes que precisam de transplante de fígado

Especialistas reforçam importância da doação de órgãos 

Sergipe alcançou um marco histórico na saúde pública. Pacientes que precisam de transplante de fígado poderão realizar todo o procedimento dentro do estado, reduzindo distâncias, custos e o sofrimento de quem aguarda por uma nova chance de vida.

Reportagem de Silas Santos e Sidiclei Sales

 

Durante anos, pacientes que precisavam de um transplante de fígado em Sergipe enfrentavam uma jornada difícil. Agora essa realidade começa a mudar. O hospital de cirurgia passa a oferecer o transplante hepático em Aracaju. Um avanço considerado histórico para a medicina sergipana e para os pacientes que aguardam na fila por um órgão. 

“O hospital conseguiu fazer o centro cirúrgico novo, um foco cirúrgico novo com materiais de primeira qualidade. O hospital fez um ambulatório para atender esses pacientes de transplante de rim e fígado. E o paciente é abraçado aqui no Hospital cirurgia para ter seu tratamento adequado”, falou, do serviço de transplante hepático do Hospital de Cirurgia, Leandro Barros. 

Desde o início do ano, em Sergipe já foram realizados 20 transplantes através do convênio do estado com o hospital filantrópico. Foram 18 procedimentos renais e dois hepáticos. 

O início dos transplantes de fígado em Sergipe representa um grande avanço, principalmente para centenas de famílias que aguardam por uma nova oportunidade de viver. 

“Anteriormente o paciente que queria fazer o transplante, ele tinha que se deslocar para outro estado, passar a aguardar por meses, quer dizer, longe de família, não podia retornar, longe dos familiares, toda uma questão de logística. A gente estava aguardando ansiosamente por esse momento. E graças a Deus esse momento chegou e estamos vivendo, aproveitando”, contou o presidente da Associação dos Pacientes Hepáticos de Sergipe, Gilberto Alves. 

Especialistas reforçam que a conscientização pela cultura de doação de órgãos deve ser uma constante. “Sem doação não há transplante. Tem que uma família dizer sim para doação de órgãos. Por isso é importante que você converse com o seu familiar, diga que você é um doador de órgãos, porque na hora de doar quem decide são os familiares se querem doar ou não. Então deixe isso expresso em vida, porque você pode realmente salvar muitas vidas mesmo após não estar mais aqui”, completou Leandro. 

“Que a gente nunca imagina, que foi o meu caso, eu nunca imaginei que fosse passar por um transplante. Minha cabeça foi uma coisa repentina que surgiu na minha vida e deu uma mudada da noite pro dia. Então eu tive que, então a gente nunca sabe do dia de amanhã, a gente pensa que nunca vai acontecer com a gente”, concluiu Gilberto.

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