Devido à proclamação do dogma próxima à inauguração da Igreja, Catedral da Sé tem como padroeira Nossa Senhora da Assunção
No domingo, 16, a Igreja celebra a Solenidade da Assunção de Maria. Na capital paulista, a Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Assunção e São Paulo, conhecida como Catedral da Sé, prepara os fiéis para a festa que recorda o dogma concedido a Mãe de Jesus.
Reportagem de Aline Imércio e Antônio Matos
Em novembro de 1950, Papa Pio XII proclamou o Dogma da Assunção de Nossa Senhora. “O Dogma da Assunção é como todo Dogma da Igreja, é uma verdade de fé. Então, especificamente este dogma, ele vem trazer essa experiência de um olhar de fé sobre a Virgem Maria, sobre a vida da Virgem Maria”, disse o bispo auxiliar da Arquidiocese de SP para região Santana, Dom Márcio Antônio Vidal Negreiros(OSA).
O documento descreve que, terminada a vida terrestre de Maria, Ela foi elevada de corpo e alma à glória dos céus. “Deus a preservou da corrupção do Seu corpo. Ou seja, o Seu corpo não se corrompeu num sepulcro como o corpo de todo o ser humano, mas Ela foi elevada por Deus. Deus lhe deu esse prêmio, poder participar da glória eterna em corpo e alma”, retomou ele.
Em São Paulo, a Catedral da Sé tem como padroeira Nossa Senhora da Assunção. A escolha foi em razão da proclamação do Dogma na data próxima à inauguração da Igreja localizada no centro da capital paulista. “Como a catedral foi inaugurada em 25 de janeiro de 1954, 5 anos antes, o Papa Pio XII havia recém proclamado o Dogma da Assunção de Nossa Senhora. Foi 1º de novembro de 1950. Então, em 54, muitas paróquias também decidiram homenagear Nossa Senhora, colocando sob o título de suas padroeiras Nossa Senhora da Assunção. Então, aqui ficou Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Assunção”, contou a guia da Catedral da Sé, Luciane Moraes.
Em razão da Solenidade de Nossa Senhora da Assunção, que será comemorada no Brasil no próximo domingo, a Catedral realiza um Tríduo nesta semana, inspirando os fiéis a seguirem a santidade da Mãe de Jesus. “Ela nos ensina um caminho de fé, uma fé que nos faz olhar para o futuro, para Deus, para o fim último de todos nós, que é o céu, é a eternidade, é a glória que Deus nos reserva e a ressurreição”, ressaltou o padre.
“Ela é a verdadeira Terra Santa, o ventre de Maria que gerou Jesus. Jesus, uma vez no céu, mandou buscar a sua mãe. E é nisso que cremos. Maria de Nazaré para mim é verdadeiramente a nossa mãe”, completou da Confraria Nossa Senhora das Dores, Maria das Graças Freire.




