Ministros que deixam o Governo devem se candidatar a cargos nos Executivos Estaduais ou no Legislativo Federal
O Presidente Lula realizou a última reunião ministerial com a atual composição de governo. Pelo menos dezoito dos trinta e oito ministros devem deixar os cargos para as disputas eleitorais de outubro.
Reportagem de Francisco Coelho e Ersomar Ribeiro
Os ministros que deixam o Governo devem se candidatar a cargos nos Executivos Estaduais ou no Legislativo Federal. Outros devem se dedicar à campanha de reeleição do presidente Lula.
A corrida por um eventual quarto mandato é considerada a última campanha do petista e uma das mais desafiadoras para o Partido dos Trabalhadores.
O prazo final para os ministros deixarem os cargos termina no sábado, seis meses antes das eleições. Para o novo desenho da Esplanada dos Ministérios, Lula decidiu por técnicos.
A maioria já atuava como secretário executivo das pastas. A escolha não é por acaso. O Governo busca dar continuidade aos programas em andamento e diminuir a influência política.
Lula também confirmou que Geraldo Alckmin deve permanecer como candidato a vice-presidente. “O companheiro Alckmin vai ter que deixar o MDIC, ele vai ter que deixar porque ele é candidato a vice-presidente da República outra vez.
Se tem um Governo em que os ministros tiveram a oportunidade de produzir, de trabalhar e de entregar resultado, foi esse Governo”, afirmou o presidente da República do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.
Ministros que deixam os cargos apresentaram balanço da gestão. “Agora nós temos uma redução extraordinária da desigualdade de renda, ou seja, nós crescemos, melhoramos a renda e diminuímos a desigualdade”, apontou o Ministro da Casa Civil, Rui Costa.
O cientista político avalia que os novos ministros podem enfrentar barreiras no Congresso Nacional. “Ao mesmo tempo que os técnicos trazem mais qualidade na execução dos programas, esses mesmos técnicos possuem mais dificuldade na interlocução política junto ao Congresso Nacional e junto aos entes da Federação. É preciso calibrar a manutenção da capacidade de entrega do Governo sem perder a sua sustentação política”, concluiu o cientista político, Murilo Medeiros.




