RISCOS

Médicos alertam para desidratação silenciosa durante período de frio

Veja formas de prevenir problemas renais nessa época

Com as temperaturas mais baixas, a sensação de sede diminui drasticamente. No entanto, o corpo continua perdendo líquido e, se não beber água, o organismo pode ficar desidratado, o que traz riscos a saúde. Para os idosos, a falta de água pode desencadear ainda confusão mental, tontura e sonolência.

Reportagem de Nathália Cassiano e Antônio Matos

 

Nos dias mais frios, a sensação de sede diminui, mas o corpo continua precisando da mesma quantidade de água para se manter hidratado.

“Tomei acho que um 1 L já hoje já, porque eu tomo muita água durante o dia”, disse o cidadão. “Acho que hoje eu tomei 1 L até vir para cá. Aí aqui no carrinho não dá para beber muito não. Com esse vento gelado é só quando chegar em casa”, falou a cidadã. 

“É só um copo, eu preciso tomar e ainda tô com sede, mas eu vou tomar, eu tenho que tomar”, comentou a mulher. 

De acordo com esta especialista, o tempo frio e seco facilita o aparecimento de algumas doenças. A desidratação silenciosa aumenta os riscos, principalmente de problemas renais. “Se você já tem um um problema renal estabelecido, você pode acelerar essa perda por forçar mesmo o organismo a trabalhar desidratado. Fora isso, pode aparecer mais cálculos no inverno pela própria desidratação e também no inverno a gente costuma comer muita comida salgada. E o sal dos alimentos, ele propicia ainda mais essa formação de cálculo, aquela pouca água para aparecimento de infecções do trato urinário”, explica a nefrologista, Daphnne Camaroske Lopes. 

Segundo o Ministério da Saúde, os principais sinais de desidratação silenciosa são pele seca, urina densa, hipertensão e constipação. Para os idosos, a falta de água pode desencadear ainda a tontura, confusão mental e sonolência. Por isso, a atenção precisa ser redobrada nessa faixa etária. 

Para evitar a chamada desidratação silenciosa, a nefrologista orienta alguns cuidados simples no dia a dia. “Inverno devemos manter aquela continha de hidratação que a gente mantém no verão de 30 a 35 ml por kg por dia pro paciente em geral. E aí manter, uma garrafinha de água do nosso lado pra gente manter um controle de quanto a gente tá ingerindo, de olho ali na cor da urina. Se está mais concentrado, está faltando mais água. Se tá bem clarinha, é um sinal que a hidratação tá boa”, concluiu ela.

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