Confira dedicação de fiéis para produção dos tapetes de Corpus Christi
Enquanto milhares de pessoas contemplam os tapetes e participam da celebração de Corpus Christi, existe um trabalho silencioso que começa muito antes. São homens, mulheres, jovens e idosos que doam tempo, talento e dedicação para transformar as ruas de Castelo em um grande testemunho de fé.
Reportagem de Alan Toledo e Genilson Pacetti
Antes das cores tomarem conta das ruas e dos fiéis percorrerem o caminho da procissão, voluntários já estão em ação. Cada detalhe exige dedicação, paciência e muitas horas de trabalho. O serviço que vai além da organização é uma forma concreta de viver a própria fé.
“Em uma palavra só é muito difícil. Vem do coração, vem do sentimento, vem da fé, vem de Deus. Não tem outra explicação. Vem de Deus. É Ele que chama e a gente que se põe a serviço”, disse a voluntária, Fátima Maria Casagrande.
Mais do que confeccionar tapetes ou organizar espaços, esses voluntários ajudam a construir uma experiência de comunidade. A evangelização acontece também nas pequenas atitudes, no acolhimento, na partilha e na disposição de servir sem esperar nada em troca.
“Teremos muita gente fazendo esses quadros e essa passadeira dedicada por horas e horas. Isso faz comunidade, isso faz possível também que se manifeste que somos membros dessa Igreja de Jesus Cristo e esse amor a Jesus Cristo”, falou o pároco da Igreja Nossa Senhora da Penha, frei Antônio Rabanal(OAR).
Em cada desenho, em cada saco de serragem, em cada gesto de ajuda, existe uma mensagem silenciosa, a de que a fé não se expressa apenas nas palavras, mas também nas mãos que trabalham e nos corações que se colocam à disposição do próximo.
“O nosso objetivo maior, além de fazer, preparar tudo para Jesus passar, é a evangelização. O ano passado foi o Jubileu, no ano anterior a gente escreveu um Pai Nosso no chão. Então assim, a gente começa com a oração que o Pai nos ensinou e a gente tenta colocar em prática tudo que a gente coloca lá no tapete”, comentou do Instituto Irmã Vicenza, Michele Sisconeto.
Quando a procissão passar por essas ruas, muitos vão admirar a beleza dos tapetes e a grandiosidade da celebração. Mas por trás de cada detalhe existe uma história. São voluntários que transformam tempo em serviço e fé em gesto concreto de amor.
“Na quinta-feira você vê todo mundo admirando e você vê Jesus passando. É esse o pagamento. É você ver tudo pronto. Porque a gente acha às vezes que não vai dar conta. Meu Deus, não vai dar conta e é noite sem dormir e é madrugada que a gente acorda e que será que vai dar certo? Mas na quinta-feira está tudo lindo”, completou a voluntária, Diane Letícia Manhone.
Corpus Christi é um convite para reconhecer a presença de Cristo na Eucaristia. E aqui em Castelo, essa presença também se revela nas mãos que servem, nos rostos que se dedicam e nos corações que entendem que evangelizar é, antes de tudo, amar e se colocar a serviço.




