APOIO ESPECIAL

Nova lei beneficia alunos com desempenho acima da média

Estudantes com altas habilidades e superdotação passam a contar com apoio especial nos sistemas de educação do país. A determinação foi publicada nesta semana.

Reportagem de Francisco Coelho e Ersomar Ribeiro

O levantamento mostra que três em cada quatro cidades brasileiras adotam práticas voltadas ao contato das crianças com a linguagem, a leitura e à cultura escrita. Na matemática, o avanço também é significativo.

Quase metade dos municípios desenvolve estratégias específicas para estimular o raciocínio lógico e os primeiros conceitos numéricos. “Nas séries iniciais, nós apostamos em uma atividade lúdica, mas quando a gente fala do lúdico, não é o brincar por brincar, é o brincar para aprender. Então, nós apostamos em materiais lúdicos, concretos, para que as crianças possam pegar”, explicou a mestranda em educação matemática pela Universidade de Brasília (UNB), Cassiana Gomes de Araújo.

O estudo destaca iniciativas que fortalecem o aprendizado de forma ampla. Mais de 60% das redes municipais incentivam experiências com a natureza e o meio ambiente, enquanto mais da metade investe em formação continuada dos professores e em ações para garantir o acesso e a permanência das crianças na escola.
Esta especialista reforça que a educação infantil é uma etapa decisiva para toda a trajetória escolar. De acordo com ela, nesse período são construídas habilidades fundamentais para a aprendizagem, a convivência e o desenvolvimento social.

“A importância é que ele se sinta em casa. Ele se sinta leve, feliz em vir pra escola. Inclusive, quando os pais vêm escolher uma escola, vão escolher uma escola para estudar, eles escolhem isso, uma escola que condiz com a vida que ele leva em casa. Então tem que ser um ambiente bem feliz”, reforçou a professora de educação infantil, Patrícia Fontele.

Mais investimentos em infraestrutura, inclusão de crianças com deficiência, formação docente e apoio às redes municipais, especialmente nas regiões mais vulneráveis, ainda configuram uma realidade necessária para crianças da educação pública no país.

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