ORAÇÃO MARIANA

Papa: Não nos fechemos em nossas convicções, mas abertos a Cristo

No Angelus, Leão XIV refletiu sobre a importância de desenvolver um relacionamento pessoal com Cristo, a fim de permitir que Ele transforme as nossas vidas

Da redação, com Vatican News

Cristo pode transformar nossas vidas, ainda que por caminhos desconhecidos, disse o Santo Padre no Angelus deste domingo, 23 / Foto: Evandro Inetti – ZUMA Press Wire

Para transformar nossas vidas e o mundo, devemos desenvolver um relacionamento pessoal com Jesus e renová-lo a cada dia, disse o Papa na sua mensagem do Angelus deste domingo, 23, na Praça de São Pedro.

“Não busquemos nos fechar em nossas próprias convicções e certezas religiosas, mas permaneçamos abertos a um relacionamento autêntico com Cristo”, destacou ele, dirigindo-se às muitas pessoas reunidas na praça ensolarada.

“Às vezes, quando se trata da fé cristã, podemos nos contentar com o que apenas ‘ouvimos dizer’, com suposições comuns ou com o que nos foi transmitido — talvez até com as melhores intenções”, disse ele.

“No entanto, Jesus nos chama a dar uma resposta pessoal, a conhecê-lo mais de perto e a nos deixarmos moldar pela amizade com Ele, por meio de um encontro sempre novo.”

Superar a tentação de pensar que sabemos tudo

O Papa refletia sobre o Evangelho deste domingo, extraído de Mateus, no qual Jesus pergunta aos seus discípulos: “Mas vós, quem dizeis que eu sou?”

O Papa enfatizou que “esta é uma pergunta fundamental para os discípulos de todas as épocas e para cada um de nós”, pois a fé é um processo no qual precisamos redescobrir continuamente o Evangelho de Cristo, a fim de “renovar as escolhas que fazemos em nossas vidas, para que sejam coerentes com o que professamos”.

“Dessa forma, podemos superar a tentação de pensar que já sabemos tudo e de reduzir a fé a um mero hábito”, sublinhou o Papa.

Seguir caminhos novos e desconhecidos, pessoalmente e na Igreja

Renovar diariamente a nossa amizade com Cristo “pode também exigir de nós que sigamos caminhos desconhecidos e façamos escolhas diferentes daquelas que havíamos imaginado”, explicou o Papa, observando que “isso vale tanto para a nossa caminhada pessoal quanto para a caminhada da Igreja” e para as nossas “escolhas pastorais”.

Ele alertou contra a tentação de pensar “que basta continuar fazendo as coisas como sempre as fizemos” e nos incentivou a fazer a nós mesmos uma série de perguntas:

“Quem é o Senhor para mim? Eu realmente o conheço? O que o seu Evangelho me pede hoje? Que passos e que escolhas sou chamado a fazer?”

Descobrir Cristo, que traz amor à nossa vida cotidiana

O Papa destacou como essas perguntas sobre quem Jesus é para nós e o que Ele representa em nossa vida “surgem especialmente na oração e quando meditamos sobre o Evangelho”.

No entanto, o Papa observou que elas também surgem “quando nos deparamos com as feridas e as necessidades de nossos irmãos e irmãs, e naquelas relações e situações que mais profundamente desafiam a nossa consciência”.

“Em suma, na nossa vida cotidiana”, continuou o Papa, “podemos descobrir se o Senhor Jesus é para nós apenas uma grande figura da história, que disse e fez coisas importantes, ou o Cristo de Deus, Aquele que foi enviado para nos conduzir ao amor do Pai e para transformar a nossa vida e o mundo em que vivemos”.

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