No Angelus, Santo Padre ressaltou como o mundo precisa de mais perdão e caridade
Diante dos peregrinos reunidos na Praça São Pedro, o Papa Leão XIV exortou os fiéis a testemunharem a graça de Deus por meio da partilha. O Pontífice também manifestou preocupação com a situação em Ceuta, na Espanha, e fez um apelo por soluções de “paz, estabilidade e justiça”.
Reportagem de Danúbia Gleisser e Daniele Santos
No primeiro Angelus, após o período de descanso, o Papa Leão XIV voltou olhar para os conflitos que afligem diferentes regiões do mundo. O Santo Padre manifestou preocupação com a situação que classificou como alarmante em Ceuta e confiou à intercessão de Nossa Senhora da África, o pedido por paz, estabilidade e justiça.
O Papa pediu orações para que cessem as guerras e para que prevaleçam caminhos de diálogo e soluções diplomáticas. Recordou especialmente as crianças, os idosos, os doentes e todos aqueles que sofrem com os conflitos, além de agradecer aos que se dedicam ao cuidado das vítimas.
Leão XIV recordou o Perdão de Assis, indulgência plenária concedida pela Igreja mediante as condições habituais: confissão, comunhão, oração pelas intenções do Papa e desapego do pecado. O Pontífice convidou os fiéis a acolherem esse dom da misericórdia de Deus, especialmente neste ano em que se recorda o oitavo centenário da morte do santo.
Na reflexão, o Papa destacou que Cristo é o Pão da Vida e que quando tudo é colocado em Suas mãos, o essencial nunca falta. Os 12 recolhidos ao final do milagre narrado no Evangelho do domingo, revelam a abundância da graça e da providência de Deus.
O Santo Padre alertou que a ganância pode embriagar o coração com riquezas, tornando invisível o sofrimento de quem passa fome, sede e vive sem paz. Diante do deserto provocado pela guerra e pela indiferença, Leão XIV convidou os fiéis a contemplarem o gesto de Jesus, que ergue os olhos ao céu, abençoa, parte os pães e os entrega para serem repartidos entre todos.
Ao concluir, o Angelus confiou nesse desejo à intercessão de Maria. “Peçamos, portanto, à Virgem Maria, mãe atenciosa, que nos faça crescer na caridade, para que a ninguém falte o pão de cada dia”, concluiu ele.




