Leão XIV participará do Encontro de Rimini neste sábado, ocasião em que também terá encontro com pobres e doentes e celebrará a missa no porto
Da Redação, com Vatican News

Foto: IMAGO/Catholic Press Photo via Reuters
Neste sábado, 22, o Papa Leão XIV participará do Encontro para a Amizade entre os Povos (Meeting de Rimini) em Rimini, na Itália. A presença do Pontífice já é bastante aguardada na diocese da Emília-Romanha, que o receberá também para um encontro com os pobres e doentes na catedral e uma missa no porto.
Rimini receberá o Papa após um período de 44 anos: a última visita foi a de São João Paulo II por ocasião do Meeting de 1982. Trata-se de um encontro promovido pelo movimento Comunhão e Libertação e que chega à sua 47ª edição com o tema “O amor que move o sol e as outras estrelas”.
A expectativa na cidade, que está em plena temporada de praia neste período de verão, é grande. O bispo local, Dom Nicolò Anselmi, faz votos de que a chegada do Papa inspire os jovens a praticarem o bem. Ele acredita que esta visita deixará uma marca entre os jovens e também entre aqueles que estão distantes, talvez atraídos pela curiosidade de ver o Papa.
O bispo também comenta que, no longo verão de Rimini, a semana do Meeting é especial, porque apresenta uma forte proposta cultural, com numerosas exposições, mas, sobretudo, pela presença de muitas pessoas, voluntários e jovens. “Penso que a presença do Papa, antes de tudo, encoraja, dá esperança e convida a continuar buscando esse amor que move as estrelas, como diz o tema do Meeting. Isso vale para todos, especialmente para os jovens que, hoje mais do que nunca, parecem precisar ser encorajados a praticar o bem e a fazer prevalecer a civilização do amor sobre a cultura do poder, como diz o Papa em sua encíclica.”
O significado para a Igreja em Rimini
Para além da participação no encontro, como citado, o Leão XIV terá um momento na Catedral para um encontro com pobres e doentes. Também com detentos, pessoas com deficiência e os jovens que estão realizando um percurso terapêutico nas comunidades Papa João XXIII e em San Patrignano. Haverá, segundo o bispo, cerca de 650 pessoas.
“Creio que este seja um momento importante porque, em meio ao grande movimento que caracteriza o verão de Rimini, não queremos esquecer que existem pessoas mais frágeis do que outras, que enfrentam uma caminhada difícil e vivem um momento delicado em suas vidas. Elas devem estar no centro da atenção do Papa, da vida da Igreja e também de toda a sociedade.”, comenta.
A missa com o Papa no porto
A conclusão da visita será com a missa no porto, junto ao mar, no mesmo local onde João Paulo II esteve em 1982. Dom Anselmi lembra que a Eucaristia é o momento mais importante de todo este dia, de toda a vida da Igreja. Já o mar é muito presente na pregação e na vida de Jesus; é lugar de vocação e de missão.
“Na praia, muitas pessoas poderão se aproximar: talvez fiéis, mas também aqueles que se sentem atraídos pela curiosidade em relação à figura do Santo Padre e que poderão alcançar, inclusive por meio dos numerosos voluntários, a sua palavra e a sua proposta. É um lugar muito importante também do ponto de vista do testemunho e da missão.”, conclui o bispo.




