Ao rezar o Angelus neste sábado, 15, Leão XIV refletiu sobre significado deste dogma mariano e confiou aqueles que sofrem à intercessão de Nossa Senhora
Da Redação, com Boletim da Santa Sé

Papa Leão XIV refletiu, no Angelus, sobre dogma da Assunção de Nossa Senhora / Foto: Vatican Media/IPA/Sipa USA via Reuters
Neste sábado, 15, o Papa Leão XIV rezou o Angelus por ocasião da Solenidade da Assunção de Nossa Senhora. Diante dos fiéis reunidos em frente ao Palácio Pontifício, em Castel Gandolfo, o Pontífice refletiu sobre o significado desta celebração litúrgica.
Recorte de ícone da Dormição de Maria, no Mosteiro de Santa Catarina, no Egito
Para contemplar este mistério da fé, o Santo Padre recorreu aos dois modelos iconográficos com que, ao longo dos séculos, os artistas o representaram. O primeiro e mais antigo é o da “dormição” de Nossa Senhora, no qual ela aparece deitada, adormecida na morte, e no centro está Jesus ressuscitado, que segura nos braços a alma de Maria.
“Este primeiro modelo realça a verdade central: é Cristo, morto e ressuscitado, que nos conduz à meta para a qual estamos desde sempre destinados, a vida eterna”, afirmou Leão XIV.
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Contemplar o destino último da humanidade

Recorte de afresco da Assunção de Maria, na Igreja de Santa Maria Imaculada, em Roma
A segunda iconografia, mais recente e que se desenvolveu no Ocidente, mostra a Virgem Maria de corpo inteiro, no céu, envolta de luz, frequentemente rodeada por anjos e santos. Segundo o Papa, este segundo modelo realça a verdade de que Maria foi elevada em corpo e alma, ou seja, na integridade da sua pessoa.
“Aquela mulher que, na terra, deu corpo e sangue ao Verbo encarnado e o seguiu até à união perfeita no sacrifício de amor, foi por Ele atraída para sempre à glória”, indicou o Pontífice. “Assim, esta iconografia permite-nos contemplar o nosso destino último”, frisou.
“Com a nossa carne transformada pelo amor do Redentor, viveremos eternamente, na festa sem fim. Louvemos o Senhor, que fez grandes coisas na sua e nossa Santíssima Mãe”, exortou o Santo Padre.
Maria, sinal de esperança e consolação
Após a oração do Angelus, Leão XIV recordou tantos povos que sofrem ao redor do mundo, confiando-os à intercessão da Virgem Maria para que lhes seja renovada a esperança. “Maria Santíssima, assunta na glória do céu, é para todo o povo de Deus um sinal de esperança e de consolação”, salientou.
Neste contexto, o Papa voltou seu pensamento para a Terra Santa, para o povo ucraniano e o povo russo e para os cristãos que sofrem perseguição. Além disso, afirmou que continua a rezar pelo povo colombiano, que vem sofrendo devido ao terremoto de segunda-feira, 10.
“Uno-me a estas comunidades e a todas as que vivem em contextos difíceis, e, juntamente com elas, invoco: ‘Santa Maria, rogai por nós’”, concluiu o Pontífice.




