Belo Horizonte é a terceira capital do país com o pior trânsito
Você perde muito tempo no trânsito? Tem paciência? Uma pesquisa apontou quais as capitais brasileiras onde motoristas e passageiros mais perdem tempo em congestionamentos. Em Belo Horizonte, foram, em média, 130 horas ao longo de 2025.
Reportagem de Léo Apolinário e Daniel Camargo
Todos os dias, Diego enfrenta cerca de 4 horas no trânsito para trabalhar, tempo que poderia ser usado como descanso. “Um percurso que era para ser mais ou menos uns 15 a 20 minutos, a gente chega a gastar até 1 hora. A gente tem uma via aqui de 7 km no meio da cidade que no horário de pico ela não anda. Teoricamente 7 km você vai fazer com 1 hora, 1 hora e 20 min, então a gente não consegue deslocar”, contou o personal trainer, Diego D’ Leon.
Uma pesquisa divulgada pela Confederação Nacional do Transporte mostra que Belo Horizonte é a terceira capital do país com o pior trânsito. Em 2025, motoristas e passageiros gastaram em média 130 horas nos congestionamentos em horários de pico, o equivalente a quase 5 dias inteiros, empatando com Recife e ficando atrás da capital paulista, que marcou 132 horas. Curitiba ficou no topo com 135 horas no trânsito.
O índice coloca a capital mineira em um patamar crítico de mobilidade. A pesquisa também revela que a velocidade média dos motoristas nas ruas é de 21 km/h. “BH tem mais veículos do que gente. A população, no caso, é menor em torno de 300.000 pessoas em relação a veículos. Várias obras em vários pontos, tem reduzido ainda mais a estrutura de circulação. Infelizmente a estrutura do nosso transporte público, nós podemos dizer que ela acaba incentivando para que as pessoas, no caso, tirem os seus veículos das garagens e coloquem eles em circulação”, afirmou a consultora em trânsito, Jacqueline Alves.
Os horários mais críticos são entre 7 e 9 da manhã e 5 e 7 da noite, com congestionamentos que chegam a 97% pela manhã e 100% à noite. “A gente mexe com a entrega para você andar 1 km, você tem que andar 15 minutos para você rodar 1 km”, disse o cidadão.
“A longo, e pequeno prazo, podem ser feitas ações. Primeiro, oferecer à população um transporte público de qualidade, em quantidade. Outra coisa a longo prazo são essas obras, que elas sejam eficazes para poder melhorar essa estrutura, para que os veículos possam, no caso circular, e com maior fluidez e com maior segurança”, completou Jacqueline.




