ANIVERSÁRIO

No RJ, centenário da Adoração Perpétua reúne fiéis na Igreja de Sant’Ana

Procissão histórica marca os 100 anos de uma das mais antigas iniciativas de adoração do país

O Corpus Christi deste ano tem um significado especial para a igreja do Rio de Janeiro. Além das tradicionais celebrações, a data marca os 100 anos da adoração perpétua na Igreja de Sant’ana, no centro da cidade, uma história de fé e devoção à eucaristia que atravessa gerações.

Reportagem de Vinícius Cruz e Jairo Rec

 

No Rio de Janeiro, a festa ganha um significado ainda mais especial com o centenário da adoração perpétua na Igreja de Santana. “É uma bênção. É Jesus. No coração da gente. Ele faz morada no coração da gente”, disse a doméstica, Célia Machado dos Santos.

Fundada em 1926 por Dom Sebastião Leme, a obra mantém há 100 anos a exposição contínua do Santíssimo Sacramento e reúne dia e noite gerações de fiéis em um caminho permanente de oração e adoração. “A cada dia eu me fortalecer na fé e crer que Jesus está vivo na Eucaristia”, falou a recepcionista, Itália Milioni.

A celebração deste ano também reforça o papel da Igreja de Santana na espiritualidade eucarística do Rio de Janeiro. É desse local histórico que parte pela primeira vez a tradicional procissão de Corpus Christi, unindo fé, memória e devoção em uma das expressões mais marcantes da solenidade. 

“Eu acho que é uma recordação muito boa de quando eu era pequeno e também ver essa união da Arquidiocese para um evento tão importante”, contou o auxiliar administrativo, Alexey Victor Alves.

Um dos momentos mais simbólicos da programação é o uso do ostensório histórico utilizado por Dom Sebastião Leme no início da adoração perpétua há exatos 100 anos. 

“Além da adoração perpétua aos 100 anos, nós saímos pelas ruas da cidade hoje com um novo trajeto, saindo daqui para a catedral para ver que Cristo caminha conosco. Que o povo que está muito descansado, abatido, fique tranquilo, que a proximidade de Deus conosco se faz concretamente com a presença eucarística”, afirmou o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom João Tempesta. 

Ao celebrar este centenário, a Igreja renova o convite para que os fiéis reencontrem na Eucaristia a fonte da vida cristã, fortalecendo a fé e renovando o compromisso com a missão.

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