Brasil é um dos países onde a maioria se considera pró-vida
Em ano eleitoral, movimentos da sociedade civil reforçam a importância de critérios na escolha dos candidatos. Entre os temas que mobilizam eleitores está o posicionamento sobre o aborto.
Reportagem de Francisco Coelho e Ersomar Ribeiro
Nas eleições de outubro, os brasileiros vão escolher os representantes para os próximos 4 anos. A decisão do voto é fundamental para o futuro de toda a sociedade. A escolha deve ser feita com cuidado e avaliando as propostas de forma detalhada.
Para ajudar o eleitor nessa decisão, o movimento Brasil sem aborto lançou uma campanha para identificar pré-candidatos com propostas em defesa da vida desde a concepção. Os participantes vão assinar um termo de compromisso público em defesa da causa.
Os candidatos que se comprometerem com a vida desde a fecundação e contra a legalização do aborto com políticas de apoio à maternidade podem se cadastrar no site brasilsemaborto.org/vidaevoto. A lista será divulgada no início do período eleitoral.
“O modo como uma pessoa vê vida, família, isso é fundamental para você saber se ela tem princípios coerentes com os seus. Então, ao escolher os seus candidatos, a população tem levado isso em conta. E, por isso é muito importante que a gente saiba o posicionamento dos candidatos”, constou a presidente Brasil Sem Aborto, Lenise Garcia.
A defesa da vida, desde a concepção até a morte natural é um princípio central da Doutrina da Igreja, expressado na Sagrada Escritura, na tradição e no magistério. Em uma de suas audiências, o Papa Leão XIV citou as palavras de Madre Teresa, que dizia: “O maior destruidor da paz é o aborto”.
Para a presidente do movimento nacional da cidadania pela vida “Brasil sem Aborto”, eleitores de todo o mundo tem se preocupado com as plataformas dos candidatos sobre a defesa da vida e contra o aborto. “Cada vez mais, e isso é uma questão mundial, não é somente no Brasil, a população tem se preocupado em relação ao posicionamento dos candidatos na questão da vida”, analisou ela.
Para o cientista político, o tema aborto será decisivo na escolha dos eleitores brasileiros em outubro e afirma que será preciso pesquisar a fundo a trajetória do político, bem além da propaganda eleitoral. “É indispensável ao eleitor investigar a trajetória do candidato, suas falas, suas entrevistas, os votos como parlamentar, as alianças políticas firmadas, a equipe que está por trás do candidato”, apontou Murilo Medeiros.




