DISPUTAS ELEITORAIS

Mais da metade dos governadores deve renunciar para as eleições

Especialista em marketing político avalia que os novos governantes devem adotar uma postura mais cautelosa neste período de transição

O calendário eleitoral já começa a mexer com os governos estaduais. Mais da metade dos governadores não pode disputar a reeleição e muitos devem deixar o cargo para tentar outros postos nas eleições de outubro. Nessa segunda-feira, 30, o governador do Distrito Federal oficializou a saída do cargo.

Reportagem de Francisco Coelho e Ersomar Ribeiro

 

18  dos 27 governadores não podem concorrer à reeleição em 2026, mas ainda podem disputar outros cargos. A legislação eleitoral determina a chamada desincompatibilização, ou seja, a renúncia ao cargo atual até 4 de abril no Paraná, Ratinho Júnior chegou a ser apontado como pré-candidato à presidência da República, mas desistiu e vai permanecer como governador até o fim do mandato. 

No Rio de Janeiro, Cláudio Castro também renunciou ao cargo, mas está inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral. Já Romeu Zema de Minas Gerais deixou o Governo e pretende concorrer à presidência da República. 

No Distrito Federal, Celina Leão assume após a renúncia de Ibaneis Rocha que vai concorrer a uma vaga no Senado. Celina terá a tarefa de concluir o plano para salvar o Banco de Brasília, o BRB. A instituição sofreu prejuízos em negociações com o Banco Master e é alvo de investigações no Supremo Tribunal Federal.

No discurso de posse, Celina disse não ter sido consultada em nenhuma negociação do caso e afirmou que não vai criar obstáculos para as investigações. “Não participei de decisões que não reflitam o melhor interesse público. O BRB é um patrimônio do povo do Distrito Federal. Deixo claro que não participei de nenhuma decisão sequer consultada sobre o assunto. E no nosso Governo não cabe omissão. As investigações estão em andamento na justiça e devem ocorrer com independência e transparência dentro da lei”, disse a governadora do Distrito Federal, Celina Leão. 

Um especialista em marketing político avalia que os novos governantes devem adotar uma postura mais cautelosa neste período de transição. “Essa troca inaugura um círculo de gestão com um horizonte curto e alto grau de conhecimento político. Pelos próximos sete meses, essas lideranças operam com limitações estruturais altíssimas. Então, por exemplo, você tem pouco tempo para instaurar uma marca nova, você tem a necessidade de garantir a estabilidade administrativa, do Governo e ao mesmo tempo uma inserção indireta no ambiente eleitoral”, concluiu João Vitor Sobreira Cândido.

Evite nomes e testemunhos muito explícitos, pois o seu comentário pode ser visto por pessoas conhecidas.

↑ topo
Skip to content