ELEIÇÕES 2026

TSE define Nunes Marques e André Mendonça como presidente e vice

Sucessão foi antecipada por Cármem Lúcia para ter mais serenidade no processo 

O Tribunal Superior Eleitoral definiu a nova presidência da Corte. A votação foi antecipada por decisão da atual presidente, Cármem Lúcia, que decidiu deixar a função antes do fim do mandato marcado para junho

Reportagem de Francisco Coelho e Ersomar Ribeiro

 

A eleição dos novos presidentes e vice do Tribunal Superior Eleitoral tem caráter simbólico. Tradicionalmente, os cargos são ocupados em sistema de rodízio por ministros do Supremo Tribunal Federal que integram a Corte. 

O TSE é composto por sete ministros, três do STF, dois do Superior Tribunal de Justiça e dois representantes da classe dos juristas. A eleição foi antecipada por decisão da ministra Carmen Lúcia, atual presidente do tribunal. “Decidi que ao invés de deixar para o último dia de mandato, 3 de junho, a sucessão na presidência deste Tribunal Superior Eleitoral, iniciar o procedimento para a eleição dos novos dirigentes da casa e o processo de transição para equilíbrio e calma na passagem das funções”, apontou Cármem Lúcia. 

Os novos eleitos terão a tarefa de comandar o Tribunal Superior Eleitoral e organizar as eleições gerais de outubro. A decisão de Cármem Lúcia de antecipar a saída da corte foi motivada pelo calendário eleitoral. Em junho, o TSE vai definir as regras de utilização do fundo eleitoral, estimado em aproximadamente 5 bilhões de reais. 

Eleito para a presidência do TSE, Kassio Nunes Marques tem 48 anos e é natural do Piauí. Advogado, foi desembargador do Tribunal Regional Federal da Primeira Região e em 2020 tomou posse como ministro do Supremo Tribunal Federal. 

Já o vice-presidente eleito André Mendonça é advogado, pastor evangélico e professor. Foi advogado-geral da União e ministro da justiça no governo Jair Bolsonaro. Tomou posse no Supremo Tribunal Federal em 2021.

“A expectativa é de que as eleições de outubro sejam conduzidas, tendo o TSE, a justiça eleitoral, um papel de coadjuvante como regente de todo o processo, deixando os holofotes para os candidatos que estão em disputa”, concluiu o cientista político, Alexandre Bandeira.

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