A Igreja em Sergipe se prepara para acolher um novo bispo. Monsenhor Jefferson Santos Pinheiro será ordenado neste sábado como bispo auxiliar de Aracaju.
Reportagem de Silas Santos e Sidiclei Sales
A história de Dom Jeferson começa em julho de 1976, na cidade de Cedro de São João, interior de Sergipe. Ele cresceu em uma família simples, cercado de fé. Frequentava a Igreja de São João Batista, e sua vocação já era notada desde cedo.
“Aos 10 anos, escreveu uma cartinha. Um cachorro tinha mordido ele, e aí ele pensou que, por causa da mordida do cachorro, iria morrer. Então ele disse: ‘Eu vou morrer e não vou conseguir realizar o meu sonho, que é ser padre’”, falou a artesã e irmã de Monsenhor Jeferson, Lizândreia Pinheiro.
“O primeiro altar que eu tive na minha casa foi ele quem fez, quem preparou. Eu o levava para a Igreja, pegava na mãozinha dele. Hoje penso se era eu quem o levava, porque acho que era ele quem me levava”, contou a mãe de Monsenhor Jeferson, Maria das Dores.
No seminário, ele estudou Filosofia em Aracaju e Teologia em Mariana (MG). Na capital sergipana, enquanto seminarista, frequentava a Igreja de Santa Lúcia, no bairro em que a família mora até hoje.
Ordenado sacerdote em dezembro de 2002, ele também estudou Psicologia e a praticou no trabalho pastoral e na formação humana dos seminaristas. “É um padre que saiu do meio de nós e que vai exercer primeiro o seu ministério episcopal aqui também, no meio de nós. Eu considero isso como parte dessas 100 vezes mais que o Senhor prometeu”, expressou o padre da Paróquia Santa Lúcia, Jadson Ramos.
Monsenhor Jeferson se tornará o oitavo bispo auxiliar da história da Arquidiocese de Aracaju. Missão que terá novos desafios, sustentada pela mesma fé que começou ainda na infância, no interior sergipano. E a família continua a ser sua base. “Que ele seja impregnado pelo amor de Deus, como ele impregnou a gente. Desejo coragem para que ele sinta o cheiro das suas ovelhas. Eu sei que ele vai ser um bom pastor”, afirmou a comerciante e irmã de Monsenhor Jeferson, Lucicleide Pinheiro.
“Ele foi chamado por um propósito maior, desde pequenininho. Aos 4 anos, o menino já demonstrava uma grande devoção à Mãe Divina, a Mãe Maria. Então eu fico muito feliz. Desejo que ele seja bem-aventurado em todos os momentos da vida”, concluiu a contadora e irmã de Monsenhor Jeferson, Aparecida Pinheiro.




