Na capital paulista, os fiéis se reuniram na Catedral da Sé para a celebrar o início da Quaresma. Durante a reflexão sobre o tema da Campanha da Fraternidade, Dom Odilo Pedro Scherer destacou o papel da Arquidiocese de São Paulo no auxílio concreto aos necessitados.
Reportagem de Nathália Cassiano e Gilberto Pereira
A Arquidiocese de São Paulo se movimenta para bem trabalhar o assunto proposto pela Campanha da Fraternidade deste ano. “Quem vive em alguns bairros aqui em São Paulo não se dá conta do qual é a situação habitacional das periferias da nossa capital. Nosso desejo é que se façam organizações de povo que possam reivindicar, que possam se organizar e fazer chegar projetos de lei e assim por diante, a serem discutidos na Câmara, a serem discutidas na Assembleia Legislativa do Estado ou até no Congresso Nacional”, ressaltou o arcebispo metropolitano de São Paulo, Cardeal Odilo Scherer.
Hoje à tarde, centenas de pessoas se reuniram na Catedral da Sé, no centro da capital paulista, para a celebração da Quarta-feira de Cinzas. “Este é o tempo favorável. Este é o dia da salvação. Dia de Deus é sempre, mas de modo especial este tempo, dia da salvação e da misericórdia de Deus. A pergunta sempre de novo é esta: ‘estamos vivendo aquilo que significou o nosso batismo?’”, retomou ele.
De acordo com o Código do Direito Canônico número 1251, os fiéis devem guardar a abstinência e o jejum na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira da Paixão, um momento propício para a conversão e o arrependimento dos pecados.
“Nós nascemos do pó e do pó a gente retornará”, disse a fiel. “No jejum que nos que nos conectamos mais com Deus para nós católicos é recolhimento interior e fé na caminhada”, concluiu a católica.