ACN Brasil relata trabalhos voluntários a imigrantes e refugiados da guerra
A guerra no Oriente Médio agrava a situação humanitária no sul do Líbano e provoca o deslocamento de milhares de famílias. Para socorrer os afetados pelo conflito, a Igreja e a comunidade libanesa promovem uma campanha de ajuda e mobiliza apoio também no Brasil.
Reportagem de Aline Imercio
Imagens de Antonio Matos, Gilberto Pereira, Reuters, ACN e Embaixada Libanesa do Brasil
O país dos cedros arrastado pra guerra. “Tudo é medo, ansiedade, angústia, pressão. Você tem seu filho, sua filha, seu genro, seus netos e tudo é sobre o medo por eles. Eu saí de casa por causa da minha filha que está grávida de 8 meses”, diz a moradora da capital libanesa, Shahira Ahmed Dabdoub.
Autoridades libanesas afirmam que mais de 1.000 pessoas perderam a vida e cerca de 1 milhão deixaram suas casas em busca de um lugar seguro. Muitos foram para casa de amigos, parentes, mas o número expressivo tem sido amparado em escolas, Igrejas, mosteiros e demais organizações sociais.
“Atacar equipes e profissionais de saúde é desumano, é contra qualquer lei internacional, é contra tudo o que um ser humano possa imaginar”, afirma este libanês, Saad Ei Zein.
Diante do agravamento do conflito no Oriente Médio, a Fundação Pontifícia ajuda à Igreja que sofre está mobilizada numa campanha de ajuda humanitária nos locais duramente afetados pela guerra no sul do Líbano. A embaixada libanesa aqui no Brasil, em conjunto com os consulados, também montou um gabinete de crise para coordenar as ações solidárias em favor do povo libanês.
Os 24 escritórios no mundo estão empenhados. Na segunda-feira, 300.000 € o equivalente a R$ 1.800.000 serão enviados a parceiros da ACN, como as Igrejas maronitas, que já realizam ações conjuntas no país.
“Para poder atender a esta urgência,diria esta emergência em ver as situações dos deslocados, a situação também do apoio aos voluntários, o fornecimento também de medicamentos, de equipamentos e, acima de tudo, quando se tem uma guerra, situação de alimentação, apoio às crianças, às famílias. Então, a nossa presença nesta campanha é apenas para intensificar o que já realizamos como Fundação Pontifícia naquele contexto”, evidenciou o assistente eclesiástico da ACN Brasil, Frei Rogério Lima.
Cerca de 20 empresas e instituições apoiam a iniciativa da embaixada libanesa no Brasil. Além de recursos, o Líbano precisa de oração. “Por isso, vamos acompanhar o povo que está vivendo lá, que está querendo ficar lá pela oração, pelo menos as pessoas que podem rezar um terço pela paz nesse Oriente Médio e no mundo inteiro”, concluiu o bispo maronita do Brasil, Dom Edgard Madi.




