NO VATICANO

No Angelus, Papa Leão XIV volta a pedir o fim das guerras

Pontífice disse que Deus rejeita a oração de quem faz a guerra, porque tem as mãos cheias de sangue

Na celebração do Domingo de Ramos, na Praça São Pedro, o Papa destacou que Jesus se apresenta ao mundo como o Rei da Paz, que rejeita a violência e assume as dores da humanidade. Durante o Angelus, Leão XIV voltou a pedir o fim dos conflitos, recordou os cristãos do Oriente Médio e pediu orações pelos migrantes e pelos marinheiros atingidos pela guerra.

Reportagem de Danúbia Gleisser
Imagens de Daniele Santos, Vatican News, Vatican Media, Rodrigo Palmeira e Reuters

 

A Praça São Pedro, ornamentada para o Domingo de Ramos, acolheu os peregrinos neste início de Semana Santa. No Angelus, o Papa Leão XIV apelou pela paz e manifestou proximidade aos cristãos do Oriente Médio, que por causa dos conflitos não conseguem viver plenamente estes dias santos. 

“Enquanto a Igreja contempla o mistério da Paixão do Senhor, não podemos esquecer quantos hoje participam de forma real no seu sofrimento”, afirmou o Santo Padre, recordando que esta provação interpela a consciência de todos. 

O Pontífice convidou os fiéis a suplicarem ao Príncipe da Paz que sustente os povos feridos pelas guerras e abra caminhos concretos de reconciliação. Ele também pediu orações pelos marinheiros atingidos pelos conflitos e pelos migrantes que perderam a vida no mar. 

“Terra, céu e mar foram criados para vida e para paz. Rezemos por todos os migrantes que morreram no mar, em particular por aqueles que perderam a vida nos últimos dias ao largo da ilha de Creta”, completou ele. 

Antes do Angelus, o Papa presidiu a missa de Domingo de Ramos. Na liturgia da palavra, narrativa da Paixão de Cristo, conduziu os fiéis a reviverem os sofrimentos de Jesus. Na homilia, o Papa destacou que Cristo se revela como Rei da Paz, em contraste com a violência do mundo.

“Não se armou, nem se defendeu, nem travou nenhuma guerra, disse o Papa. Ao afirmar que Jesus manifestou o rosto manso de Deus, que rejeita a violência, e, em vez de se salvar, deixou se cravar na cruz para abraçar todas as cruzes da humanidade. 

“Este é o nosso Deus”, afirmou o Santo Padre, Jesus, Rei da Paz, que rejeita a guerra e não a justifica. Das Suas chagas brotam as feridas da humanidade e no Seu clamor ecoa a dor dos que sofrem com a violência. O Pontífice afirmou que da cruz Cristo nos recorda que Deus é amor e que é preciso depor as armas porque somos todos irmãos. 

Citando o profeta Isaías, o Pontífice disse que Deus rejeita a oração de quem faz a guerra, porque tem as mãos cheias de sangue. Ao final, o Papa confiou à Virgem Maria o clamor das vítimas da violência e citando o venerável bispo Tonino Bello, conhecido como profeta da paz, rezou para que as lágrimas das vítimas sejam transformadas em esperança. 

Após a celebração, o Pontífice percorreu a Praça São Pedro para saudar os fiéis.

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