Sudeste é uma das principais referências em turismo religioso no país
Começou nessa terça-feira, 11, em Vitória, no Espírito Santo, o primeiro Fórum da Região Sudeste de Turismo Religioso. Com o tema “Peregrinos e Destinos: a força da Espiritualidade no Turismo do Sudeste”, o encontro valoriza a unidade e o diálogo como fonte de progresso para o segmento.
Reportagem de Isaque Valle e Ederaldo Paulini
Leigos, líderes religiosos, poder público e empreendedores, pessoas que vieram de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e se somam aos anfitriões, os capixabas, para discutir como alavancar o setor na região Sudeste.
“O que é o turismo religioso? Quais são as oportunidades? O que a fé e a espiritualidade podem de fato conectar com o turismo? É um momento de grande aprendizado e a pauta desse evento é essa discussão”, disse o diretor- superintendente do Sebrae(ES), Pedro Gilson Rigo.
Entre palestras e rodas de conversa, os debates orientam caminhos a serem seguidos diante dos obstáculos e desafios enfrentados. “Faltam roteiros religiosos, falta também que os santuários criem mais atrativos, não só santuários, mas outras religiões criem mais atrativos dentro dela. Essa criação de roteiros internos de visitação é necessária para que realmente o turista possa ter essa essa fidelidade de voltar, mas também o acolhimento”, contou o especialista em Turismo Religioso, Sidnésio Moura.
Um dos temas centrais do primeiro dia de encontro foi o papel da Pastoral do Turismo. A iniciativa contribui para a estruturação do setor e ao mesmo tempo, abre novos caminhos para a evangelização.
Em seu discurso, Dom Ângelo Mesari, arcebispo de Vitória, anunciou a criação da Pastoral na Arquidiocese. “Por isso, uma pastoral permite a articulação, a coordenação e a animação também, não só interna na Igreja, mas sobretudo com todas aquelas forças sociais, culturais e institucionais que promovem o turismo”, citou Dom Ângelo.
Turismo que também ganha dimensões de encontro pessoal com Cristo e fortalece a fé. “Aquilo que o turista religioso vive é algo muito próprio. É a experiência de estar em um santuário, de participar de uma Missa, de se ajoelhar diante de um sacrário, de uma imagem, de um santo de devoção e ali apresentar a vida, apresentar suas dores, apresentar sua alegria. Então, o turismo religioso, ele precisa proporcionar esses ambientes, mas a experiência é muito particular”, concluiu o reitor da Basílica de São Miguel Arcanjo(SP), padre Márcio Almeida.
Até quinta-feira, essa integração continua, consolidando o Sudeste como uma das principais referências em turismo religioso no país.




