Rezando o Regina Caeli com os fiéis no dia de Pentecostes, Papa destacou que o Espírito Santo abre as porta da Igreja para todos, mesmo aqueles que se fecharam para Deus
Da Redação, com Boletim da Santa Sé

Papa Leão XIV acena aos fiéis da janela do Palácio Apostólico neste domingo, 24 / Foto: REUTERS/Matteo Minnella
Após celebrar a missa na Solenidade de Pentecostes neste domingo, 24, o Papa Leão XIV rezou a oração do Regina Caeli com os fiéis reunidos na Praça São Pedro. Em sua reflexão que tradicionalmente precede a oração, frisou as portas que o Espírito Santo abre na vida da Igreja.
O Papa comentou que essa imagem do Espírito que abre as portas aparece na liturgia do dia, tanto no Evangelho quanto no Livro dos Atos dos Apóstolos. “Podemos perguntar-nos também hoje: que portas abre o Espírito Santo?”, indagou.
Acesse
.: Íntegra da reflexão do Papa no Regina Caeli deste domingo
Leão XIV respondeu que a primeira porta é a do próprio Deus: abre o acesso ao mistério de Deus, revelado em Jesus. “O Espírito Santo ajuda-nos a fazer uma experiência pessoal de Deus, a encontrá-Lo em Jesus e não apenas na observância duma lei, a reconhecê-Lo em nós e a descobrir os sinais da sua presença na vida cotidiana.”
Uma Igreja acolhedora e hospitaleira
A segunda porta que o Espírito abre é a da Igreja, indicou o Papa. Sem o fogo do Espírito, explicou, a Igreja permanece prisioneira do medo, assustada diante dos desafios do mundo, fechada em si mesma e incapaz de dialogar com os tempos que mudam.
“O Espírito abre as portas da Igreja para que esta seja acolhedora e hospitaleira em relação a todos, mesmo aqueles que fecharam as portas a Deus, aos outros, à esperança e à alegria de viver. Como recordou o Papa Francisco, somos chamados a ser ‘Igreja que abençoa e encoraja […] Igreja das portas abertas para todos’”.
Abrir as portas do coração
Por fim, o Espírito Santo abre as portas dos corações, frisou o Papa. Assim, ajuda a vencer as resistências, os egoísmos, as desconfianças e os preconceitos, tornando as pessoas capazes de viver como filhas de Deus e irmãs umas com as outras. Onde habita o Espírito Santo, acrescentou o Pontífice, nasce a fraternidade entre as pessoas e todos falam a única língua do amor, que une e harmoniza as diversidades.
“Irmãos e irmãs, também nos nossos dias, especialmente neste dia de Pentecostes, devemos invocar o Espírito Santo, para que Ele abra as portas que permanecem fechadas. Precisamos de redescobrir Deus como Pai que nos ama, de edificar uma Igreja onde todos se sintam em casa e de fazer crescer um mundo fraterno, onde reine a paz entre todos os povos.”




