Fiéis celebram a Eucaristia com arte, dedicação e espírito de comunhão
A Igreja celebra a Solenidade de Corpus Christi. Em Castelo, no Espírito Santo, milhares de fiéis participam de uma das mais tradicionais celebrações do país. Ruas ornamentadas, tapetes coloridos e manifestações de fé acompanharam a solenidade que recorda, para os católicos, a presença real de Jesus Cristo na Eucaristia.
Reportagem de Alan Toledo e Genilson Pacetti
A preparação começou muito antes do nascer do dia. Durante toda a madrugada, voluntários transformaram as ruas em verdadeiros caminhos de oração. Uma catequese a céu aberto. Um convite para contemplar o mistério da Eucaristia através da arte e da dedicação de quem oferece tempo e talento para evangelizar.
“Nós estamos trabalhando com isso desde agosto do ano passado e nós vamos montando essa proposta. Quais desenhos, quais situações que podem ser colocadas para que o tema se sedimente. Porque você consegue contar toda essa história”, disse da Comissão artística da festa, Marzio Giotto Malavolti.
Logo na chegada à Igreja, uma imagem se destaca entre tantas expressões de fé. O cordeiro, símbolo daquele que se entrega pela humanidade, recorda o sacrifício de Cristo e conduz os fiéis ao centro da celebração.
Mais do que uma obra artística, a representação se torna anúncio silencioso de amor, redenção e esperança. “O cordeiro foi imolado, mas ele está ressuscitado, por isso que ele tá de pé. Essa ferida no peito dele faz referência justamente à Eucaristia. E aí atrás a gente tem também a presença do Espírito Santo em destaque. Porque foi o Espírito Santo que guiou a história da salvação”, falou da Comissão Paroquial da festa, Thainan Vetorazzi.
A chuva pela manhã até deixou marcas, mas não diminuiu a beleza do cenário. Famílias reunidas entoavam cânticos que ecoavam pela praça, momento que ultrapassa o aspecto cultural e encontra sua essência na presença real de Jesus na Eucaristia.
“Com muita fé, com muita alegria, com paz, porque a gente com paz nós somos tudo, não precisamos de mais nada. Quando a gente tem paz, nós temos Deus”, comentou a visitante, Inês Spadetti.
“É um sentimento indescritível. Eu fiquei muito emocionada porque eu já conhecia, já sabia aqui dessa festa, dessa cidade eucarística, mas eu não tinha, não tinha vindo ainda e agora foi a oportunidade de vivenciar isso”, contou a visitante, Elizabeth Brandão.
Em cada símbolo, oração e em cada passo dessa procissão, a Igreja recorda o mistério que está no coração desta celebração, Cristo, o Cordeiro de Deus, que continua caminhando ao lado do povo.
“É a primeira vez com chuva, mas é motivo de darmos graças a Deus também. Em tudo devemos dar graças. Então, damos graça quando tem sol e quando tem chuva também. E nós vimos que o povo não arredou o pé, porque a festa da Eucaristia é a festa da Comunhão”, compartilhou o arcebispo da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, Dom Luiz Fernando Lisboa.
Ao final da celebração, os tapetes permanecem apenas por algumas horas.
A arte desaparece e as cores se misturam e o tempo segue seu curso.
Mas o que motivou cada gesto continua viva, a fé que move corações adoradores. Corpus Christi renova a esperança de quem encontra caminhos para florescer e testemunhar o Evangelho.




