SÃO CHARBEL

Eremita libanês inspira esperança em meio à guerra no Oriente Médio

Conheça o santo que concedeu mais milagres no mundo

Em meio ao barulho da guerra que atinge o Líbano todos os dias, cresce também um apelo à oração e à reconciliação. Um caminho que lembra o exemplo de São Charbel, o santo do silêncio e símbolo de fé para todo o Oriente Médio.

Reportagem de Sidinei Fernandes
Imagens de Antonio Matos, Gilberto Pereira, Reuters e Mosteiro São Marun

Foi diante de um quadro assim que Maria Celeste começou a experiência de devoção ao santo libanês São Charbel. “Uma conexão de um santo falando no coração, não com palavras, dando paz, preenchimento, discernimento, calma”, contou a psicóloga Maria Salette de Assis Silva. 

E a paz interior foi um dos pilares na vida de Josef Mcluff, filho de Camponeses, que mais tarde foi proclamado um dos santos mais venerados do mundo. Ao visitar o Líbano em novembro do ano passado, Leão XIV quis experimentar da graça de estar próximo ao monge do silêncio, do trabalho e da oração.

Aos 25 anos, Yusuf ingressou no mosteiro dos maronitas e recebeu o Sacramento da Ordem em 1859. E o desejo era ir além. Queria a plenitude da vida contemplativa. Passou mais de 20 anos num eremitério até falecer aos 70 anos às vésperas do Natal de 1898 no mosteiro San Marum em Anaia, no Líbano.

Relatos da época indicam que de seu túmulo saiu uma luz inexplicável. “Ele largava tudo por Jesus Cristo. Por isso a vida dele era uma vida de um homem que procurava a santidade. Depois de 50 anos, o túmulo dele, o corpo dele era intacto. O corpo estava cheio de água e de sangue”, afirmou o bispo maronita do Brasil, Dom Edgard Madi. 

O eremita pobre e simples de tudo chamou a atenção do mundo. Milagres começaram a aparecer até ser canonizado em outubro de 1977. “E depois da canonização dele, o corpo dele virou pó. Hoje ele é o santo mais milagroso no mundo inteiro”, reforçou o bispo. 

E esse título de santo mais milagroso do mundo não é à toa não. Dados do mosteiro onde repousam os restos mortais do eremita no Líbano. Apontam cerca de 30 mil             milagres registrados por intercessão de São Charbel. 

E o interessante é que pessoas de outras denominações religiosas têm invocado o primeiro santo libanês como os muçulmanos e judeus. “Quem vai e pede para esse santo nunca volta com uma mão vazia. Ele sempre está presente. Pode ver que tem católicos, não católicos, muçulmanos, ortodoxos, qualquer religião que pede a intercessão desse santo, ela alcança, não volta com a mão vazia”, destacou o responsável pela Casa São Charel, padre Charbel Khoury Hanna.

O sacerdote que mudou seu nome de batismo em homenagem ao santo, é o responsável pela casa São Charbel, na capital paulista. No espaço, uma capela e objetos de devoção ajudam a propagar a história do Santo do Silêncio. No local, uma relíquia de primeiro grau encravada no cedro, madeira símbolo do Líbano, aproxima os devotos do erema, que viveu escondido na terra para resplandecer no céu.

“Olhar, pedir a intercessão, ficar ali por um momento, pedir a bênção dele. E assim temos recebido muitos milagres”, ressaltou a devota. 

“Por isso, Deus usou ele como um santo que viveu uma vida na solidão, morreu para si mesmo para encontrar Jesus Cristo”, concluiu o padre.

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