O Comitê de Atividades Pró-Vida da Conferência dos Bispos Católicos dos EUA convida os católicos a rezar e agir para deter o uso de pílulas abortivas
Da redação, com Vatican News

O presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos EUA (USCCB), Dom Daniel E. Thomas / Foto: Reprodução Youtube
O Comitê de Atividades Pró-Vida da Conferência dos Bispos Católicos dos EUA (USCCB) está convidando os católicos a se unirem em um esforço concentrado de oração e ação contra a disseminação de pílulas abortivas, com início em 18 de agosto e duração até outubro.
“Todo aborto envolve a morte de uma criança e danos à mãe. Agora, com o acesso mais fácil às pílulas abortivas, a taxa de aborto está aumentando tragicamente, juntamente com os riscos à saúde”, afirmaram o Arcebispo Paul Coakley, presidente da USCCB, e o Bispo Daniel Thomas, presidente do comitê Pró-Vida da Conferência, em um convite conjunto divulgado em 18 de agosto.
O convite inclui uma oração em inglês e espanhol para pedir a intercessão de São José, Defensor da Vida. Também incentiva os católicos a visitarem o site da USCCB dedicado à oração e ação pelo “Respeito à Vida” (Respect Life) onde podem se informar sobre os perigos das pílulas abortivas e enviar mensagens a farmácias e empresas farmacêuticas envolvidas na questão.
A iniciativa foi lançada para coincidir com o Mês do Respeito à Vida, observado todos os anos em outubro pela Igreja Católica nos Estados Unidos.
Um sistema que deixa as mulheres vulneráveis
“A Food and Drug Administration (FDA) possibilitou uma indústria nacional de aborto via correio ao permitir que pílulas abortivas sejam prescritas em consultas de telemedicina e vendidas tanto em farmácias locais quanto online, contornando leis estaduais que protegem a vida no ventre materno”, explica o convite dos bispos.
“Isso deixa as mulheres vulneráveis a sofrerem um aborto sozinhas em casa, sem qualquer supervisão médica. Também cria oportunidades adicionais para a exploração por parte de parceiros violentos ou traficantes de pessoas.”
Em maio, a Suprema Corte dos EUA prorrogou uma decisão que permite temporariamente a prescrição de pílulas abortivas por telemedicina e seu envio pelo correio, enquanto tramita uma disputa judicial sobre o assunto em uma instância inferior.
Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), a agência federal de saúde pública dos EUA, em 2022, 58% dos abortos realizados no país envolveram o uso de pílulas.




