Serviço na Igreja fortalece fé e vitalidade de idosos, com dona Ana e Inês
Testemunhar a fé, dentro e fora das comunidades cristãs, é a missão de muitos idosos no Brasil . No Dia Nacional da Pessoa Idosa, os repórteres Emerson Tersigni e Ederaldo Paulini revelam trajetórias de esperança e expressão de identidade.
87 anos de empenho para a evangelização. Esta é a dona Ana. Há décadas exerce o ministério extraordinário da comunhão em uma singela comunidade pertencente à Matriz de Cachoeira Paulista. No dia de Santa Terezinha, a oferta de sua rosa é em forma de serviço e doação de vida.
“Ajudo cuidar da capela, cuido das coisinhas da capela. Para mim dá dá para fazer, não acho difícil. Falei antes eu achava cansativo, agora eu já estou acostumada. Nem sinto. Passa que eu nem sinto que a gente vem toda a noite. A gente abre a capela, arruma assim, o altar, deixa tudo arrumadinho. Quando o povo chega, fica tudo prontinho, só sentar”, contou a Ministra Extraordinária da Comunhão Eucarística, Ana Virginia Pereira.
O templo edificado caminha rumo ao Jubileu de Rubi, 40 anos de missão, com o terço na mão e em todos os passos aqui esteve dona Ana. “Agora o pessoal parece que tá mais firme com Deus. Antes vinha um pouquinho, agora está enchendo na capela de gente, fica a gente até lá fora, porque todo mundo vem, todo mundo está alegre, ajuda. Cada um traz uma coisa e daí vai ajudando. Porque a capela eu sou pobre, não tem jeito de ajudar. Mas todo mundo ajuda, graças a Deus”, expressou ela.
Até 2042, o Brasil deverá contar com cerca de 57 milhões de idosos, o que vai representar 24,5% de toda a população. A estatística chama atenção, mas também serve de inspiração para a igreja, extensão da casa destas pessoas e refúgio para a vivência da fé.
“Muitos já criaram seus filhos, muitos já são viúvos, já estão num outro momento da vida e eles inseridos ali também encontram apoio. Muitos também vivem o processo da depressão na fase idosa. Então também ali aquela comunidade religiosa, aquela paróquia tem esse papel de acolhimento e de suporte a esse idoso. Então é muito interessante que nós também tenhamos esse olhar de acolhimento, enfim, de receptividade ao idoso”, aconselhou a psicóloga, Elaine Ribeiro dos Santos.
Inês é como um anjo na vida dos idosos. Diante do Arcanjo Miguel, veste seu jaleco, rumo à experiência com os enfermos, seu sustento para amar, a vida adoradora. “Quantos às vezes tem dificuldade até para falar, outros de sentar e você ter essa esse acolhimento de acolher eles do jeito que estão, da maneira que são. E dá essa alegria, essa oportunidade para eles de estarem na presença de Jesus”, concluiu a Ministra Extraordinária da Comunhão Eucarística, Inês Quintanilha.