NÃO ÀS ARMAS NUCLEARES

Bispos dos EUA consideram 'inaceitável' o fim do Tratado START

O presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos EUA pede que legisladores a ‘busquem corajosamente negociações diplomáticas para manter os limites do START’

Da redação, com Vatican News

Arcebispo Paul Coakley, Presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos EUA / Foto: Reprodução Youtube

“Os perigos representados pelos conflitos atuais em todo o mundo, incluindo a devastadora guerra na Ucrânia, tornam o iminente vencimento do Novo START simplesmente inaceitável”, alertou o Arcebispo Paul S. Coakley, Presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos EUA, em um comunicado divulgado na terça-feira.

Antes do vencimento do Novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Novo START) em 5 de fevereiro, o último grande pacto de controle de armas nucleares assinado pelos Estados Unidos e pela Rússia, o Arcebispo Coakley insistiu: “Apelo às pessoas de fé e a todos os homens e mulheres de boa vontade para que rezem fervorosamente para que nós, como comunidade internacional, possamos desenvolver a coragem de buscar uma paz autêntica, transformadora e duradoura”.

O religioso lembrou que, quando o Papa Leão XIV discursou ao Corpo Diplomático em janeiro, o Papa especificou a importância da renovação do pacto, dizendo que há uma “necessidade de dar seguimento ao Tratado Novo START” e alertando que “há o perigo de retornarmos à corrida para a produção de armas novas cada vez mais sofisticadas, também por meio de inteligência artificial”.

O presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB) também observou que o Papa, de forma mais ampla, em sua mensagem para o Dia Mundial da Paz, citou o apelo de São João XXIII por um “desarmamento integral”, que inclui a adoção de uma mentalidade que reconheça que “a paz verdadeira e duradoura entre as nações não pode consistir na posse de um arsenal igualitário, mas apenas na confiança mútua”.

Diante dessa realidade, o Arcebispo Coakley conclamou os formuladores de políticas a “buscarem corajosamente negociações diplomáticas para manter os limites do Novo START, abrindo caminhos para o desarmamento. Divergências políticas internacionais, por mais sérias que sejam, não podem ser usadas como desculpas para impasses diplomáticos”.

“Pelo contrário”, apelou, “elas devem nos impulsionar a buscar com mais veemência um engajamento e um diálogo eficazes”.

Finalmente, o líder da USCCB concluiu orando para que o Príncipe da Paz “ilumine nossos corações e mentes para buscarmos a paz em todo o mundo em um espírito de fraternidade universal”.

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