Templo é um Patrimônio Histórico há décadas para os sergipanos e paroquianos
Aos poucos, cores, formas e detalhes que contam parte da história de Aracaju voltam a aparecer. A Catedral Metropolitana passa por um trabalho minucioso de restauração, que exige técnica e cuidado para preservar a identidade do templo.
Reportagem de Gabrielle Sanchotene e Sidiclei Sales
A Catedral Metropolitana de Aracaju passa por um processo de restauração para recuperar e preservar os detalhes históricos e artísticos do templo. Nesta etapa, os trabalhos avançam na parte superior da catedral. O presbitério já foi concluído e cerca de 30% da nave central também já foi restaurada. “Agora nós estamos trabalhando exclusivamente na fixação e estabelecimento ali da do enrijecimento mecânico do estuque. O estuque estava muito fragilizado, estava muito degradado, tanto por cima quanto por baixo. Então nós estamos trabalhando na resistência mecânica do estuque, quanto na reintegração cromática, remoção de repinturas e tratamento da camada original”, apontou o gestor de Patrimônio Histórico, Ricardo Moreira.
Restaurar não é simplesmente pintar ou reparar. Antes de qualquer intervenção, é preciso conhecer os materiais, as técnicas utilizadas na construção e as transformações que o prédio sofreu ao longo do tempo. Tudo para preservar ao máximo a identidade da catedral.
“É um teto bem alto, tem acesso difícil e a gente encontrou muitas áreas de intervenções anteriores, tanto de massas que foram colocadas, quanto áreas de repintes. E a gente ficou pensando em que momento que isso foi feito, porque não é um acesso fácil ao teto. Mas a partir dessas observações, a gente iniciou o nosso trabalho, onde a gente faz testes de limpeza, testes de remoção de repintura, faz os testes das cores originais para chegar no ponto em que a gente consiga recuperar o aspecto original da obra total”, observou a restauradora, Tailana Janoski.
Enquanto os especialistas trabalham na estrutura e nos elementos artísticos, a Igreja acompanha a recuperação de um patrimônio ligado à vida de gerações de sergipanos.
Um espaço que guarda celebrações, encontros e parte da memória da cidade. “Conciliar a vida pastoral, da Igreja desta Catedral com a restauração é um grande desafio, porque a gente termina estando em meio aos andaimes, a esse processo, mas ao mesmo tempo é bom porque de algum modo a gente também faz parte, termina participando desse processo”, terminou o pároco da Catedral Metropolitana de Aracaju, padre Antônio da Cunha Santos.
A restauração está acontecendo passo a passo. Cada detalhe restaurado ajuda a preservar a beleza e a história de fé da Catedral de Aracaju.
Ainda há trabalho pela frente e os próximos passos devem revelar outros traços originais deste templo, que há décadas faz parte da paisagem, da memória e da história de Aracaju.
