“A paz não pode ser reduzida a um slogan”, disse o Santo Padre em seu primeiro discurso em Camarões
No segundo país de sua visita apostólica à Africa, o Papa Leão XIV chegou aos Camarões viveu encontros com autoridades, discursou e visitou um orfanato. Vamos conferir os detalhes deste terceiro dia da viagem papal.
Reportagem de Danubia Gleisser e Daniele Santos
Antes de deixar a Argélia, o Papa Leão XIV celebrou a Missa de forma privada na Nunciatura Apostólica. Em seguida, participou da cerimônia oficial de despedida no aeroporto de Argel e embarcou rumo a Camarões.
Após as boas vindas, o Pontífice seguiu para o encontro com o presidente do país, Paul Biya, e outras autoridades. “É com profunda alegria que me encontro nos Camarões”, disse o Pontífice, “terra de muitas culturas, línguas e tradições. Esta variedade é um tesouro.”
No discurso, Leão afirmou que chega como pastor e servidor do diálogo, da fraternidade e da paz e destacou os desafios enfrentados pelo país. “O vosso país atravessa momentos difíceis com sofrimentos, deslocamentos, crianças sem escola e falta de perspectivas para muitos jovens.”
O Papa reforçou o apelo para que a humanidade rejeite a violência e busque uma paz baseada no amor e na justiça. De acordo com o Santo Padre, é preciso uma paz desarmada e desarmante para que se construa caminhos concretos de reconciliação e esperança.
“A paz não pode ser reduzida a um slogan”, denunciou o Pontífice, para quem a paz deve ser encarnada e repudiar toda forma de violência. “Chega de guerras, o mundo tem sede de paz”, frisou o Papa.
Leão XV destacou o papel da Igreja no país que atua nas áreas social, educativa e de saúde, colaborando com a promoção da dignidade humana e reconciliação. “Que Deus abençoe”, desejou o Papa, “que suas autoridades sejam sustentadas, inspiradas a acolher o Reino de Deus para construírem juntos um futuro de justiça e paz”, concluiu.
A agenda do dia incluiu a visita a um orfanato para jovens. Ao falar na casa, o papa ressaltou que no mundo marcado pela indiferença e pelo egoísmo, o orfanato recorda que somos todos guardiões uns dos outros e que na grande família de Deus ninguém é um estrangeiro ou um esquecido, por menor que seja. Logo após teve um encontro com bispos locais e compromissos na Nunciatura Apostólica.




