NO RIO GRANDE DO SUL

Sabores italianos atraem devotos de Nossa Senhora de Caravaggio

Culinária italiana reforça acolhida aos romeiros no Rio Grande do Sul

Em Farroupilha, no Rio Grande do Sul, uma família tem a missão de acolher peregrinos de Nossa Senhora de Caravaggio a partir de iguarias italianas. Há mais de sessenta anos, essa tradição é transmitida de geração em geração.

Reportagem de Emerson Tersigni e Messias Junqueira

O Santuário de Caravaggio é um dos principais pontos de peregrinação católica do Rio Grande do Sul. Milhares de pessoas vêm até Farroupilha, na Serra Gaúcha, para pedir e agradecer diante da imagem de Nossa Senhora. Mas, quando a parte religiosa acaba, é hora de peregrinar em outro ambiente.

Além das missas e romarias, a experiência do peregrino em Farroupilha engloba também a gastronomia. A família Brunetta oferece a culinária ítalo-gaúcha desde 1959. Opções generosas para repor as energias dos peregrinos, sobretudo daqueles que vêm caminhando até o santuário.

“É, na verdade, uma experiência muito boa que temos desde a época dos meus pais. Aqui antes era um hotel que recebia peregrinos que vinham para a festa, para descansar e dormir. E aí transformamos em restaurante. Naquela época também existia restaurante, mas não como hoje. Estamos sempre acolhendo o pessoal que vem, graças a Deus, mantendo a tradição dos meus pais”, contou o proprietário do restaurante Família Brunetta, Vasquinho João Brunetta.

Vasquinho e Miguel são irmãos e, há décadas, estão empenhados em ser anfitriões acolhedores. “Eu comecei a engatinhar já no meio das festas aqui, nas romarias. No início, quando nosso pai chegou, em 1959, a romaria acontecia 24 horas por dia, então havia atendimento durante toda a noite. A gente acolhia, aprendemos com o pai e com a mãe a ter essa alegria de acolher bem as pessoas, de atender bem as pessoas. Além de servir uma boa comida, como a nossa nonna (avó) ensinou para a nossa mãe, e nós estamos dando sequência”, recordou o também proprietário do restaurante Família Brunetta, Francisco Miguel Brunetta.

Em um tour pela cozinha da família Brunetta, é possível encontrar toda a equipe com as mãos na massa, preparando o melhor da culinária italiana.

Como nas antigas festas de colônia, tudo é servido à mesa. O cardápio é de deixar qualquer um com vontade de experimentar.

“Aos sábados à noite, a gente serve o tradicional da casa, que mantém a casa há 77 anos: a boa sopa de capelete, o bife, o mondongo, o queijinho frito e o macarrão”, ressaltou Vasquinho.

O talento na cozinha está no sangue. O repórter Emerson Tersigni provou a “herança familiar” depois de um dedicado preparo. “Sensacional. Está aprovada aqui a família Brunetta”, revelou.

“Esse bife é feito numa chapa a lenha. É a chapa ainda da época do pai e da mãe, tem mais de 50 anos essa chapa. A gente apenas a reformou. Mas a qualidade do bife fica perfeita. Sugiro que experimente também o queijo”, completou Francisco.

Tersigni experimentou e concluiu: “Muito bom, aprovado”.

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