Lei garante prioridade no atendimento psicológico de jovens
Já está valendo a lei que garante o atendimento de saúde mental para crianças e adolescentes. A atenção primária de saúde dever prestar apoio psicológico e a distribuição gratuita de medicamentos.
Reportagem de Francisco Coelho e Ersomar Ribeiro
A ansiedade e a depressão limitam oportunidades e impedem uma vida adulta plena. Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que 15% dos jovens entre 10 e 19 anos sofrem de algum transtorno mental.
Com a lei sancionada pela Presidência da República, crianças e adolescentes passam a ter prioridade no atendimento de prevenção e tratamento de transtornos de saúde mental no Sistema Único de Saúde. Jovens em situação de vulnerabilidade social devem receber os medicamentos de forma gratuita ou com ajuda de custo.
De autoria da senadora Damares Alves, a lei determina a criação de programas de atenção psicossocial básica, especializada, de urgência e emergência e de atenção hospitalar. Os profissionais precisam passar por capacitação para identificar sinais de risco nos pacientes.
“O cuidado com a saúde mental desde pequeno protege a vida das pessoas e permite que elas possam ser adultos mais estruturados, com mais capacidade de enfrentamento das dificuldades e, portanto, com uma maior possibilidade de serem felizes na maior parte do tempo e conseguirem conquistar todos os seus sonhos e as suas possibilidades. Portanto, essa aprovação tem um olhar para o futuro das pessoas”, ressaltou o psiquiatra da Secretaria de Saúde do DF, Thiago Blanco.
O cuidado com a saúde mental também é uma preocupação da Igreja. Para a coordenadora da Pastoral da Saúde da Região Sul, Irmã Elise Sehnem, o amor do Cristo ressuscitado deve estar no centro do cuidado com o próximo:
“Eu vejo a saúde mental que nós perseguimos e procuramos realmente atender, mas também a necessidade de focarmos na pessoa de Jesus. Nós somos missionárias e missionários de Jesus. Porque Jesus, o que mais fez, foi cuidar das pessoas.”




