NÃO ÀS ARMAS

Aumento nos gastos com arma é traição à diplomacia, afirma Leão XIV

O Papa Leão XIV voltou a fazer duras críticas à escalada militar no mundo. Durante visita à Universidade Sapienza, em Roma, o Pontífice afirmou que o aumento dos gastos com armamentos representa uma “traição” à diplomacia e alertou para os riscos do uso da inteligência artificial em guerras.

Reportagem de Adilson Sabará

Em visita à Universidade Sapienza em Roma, a maior instituição do ensino superior na Europa, o Papa Leão XIV foi recebido por milhares de estudantes.

No discurso, o Pontífice criticou o cenário internacional marcado por conflitos e tensões geopolíticas. O Pontífice salientou que estamos deixando para o futuro um mundo mutilado por guerras e palavras de guerra.

Essa é a poluição da razão que invade todas as relações sociais, concluiu o Papa. pediu que os jovens não se fechem em ideologias e fronteiras nacionais e lembrou as tragédias do século passado como um alerta para o presente. Segundo ele, o grito de guerra nunca mais continua atual diante do avanço dos conflitos ao redor do mundo.

Leão XIV foi determinante ao dizer não ser possível chamar de defesa um rearme que aumenta as tensões e a insegurança, empobrece os investimentos em educação e saúde e com isso, trai a confiança da diplomacia.

As declarações acontecem em um momento de forte expansão dos investimentos militares, especialmente na Europa. Segundo o Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo, os gastos militares europeus cresceram 14% no ano passado, alcançando 864 bilhões de dólares, o maior aumento desde o fim da Guerra Fria.

No ano passado, a aliança militar da OTAN aprovou uma nova meta de gastos, equivalente a 5% do PIB dos países membros. O Papa também demonstrou preocupação com o avanço da inteligência artificial aplicada aos conflitos armados.

De acordo com o Santo Padre, o que está acontecendo na Ucrânia, Gaza, nos territórios palestinos, no Líbano e no Irã ilustra a evolução desumana da relação entre guerra e novas tecnologias, que caminha para a aniquilação.

O Pontífice deixou um alerta: que o estudo, a pesquisa, o investimento sigam na direção oposta e sejam um sim radical à vida, a vida inocente, a vida jovem, a vida de pessoas que clamam por paz e justiça.
Diante de uma plateia de cerca de 110 mil universitários, Leão XIV pediu união entre os povos e mais cuidado com a terra. e voltou a ordenar: “Sejam artífices da verdadeira paz, uma paz desarmada e desarmante”.

A fala reforça o tom adotado pelo Papa nas últimas semanas, marcado por críticas à corrida armamentista e por apelos constantes em favor da diplomacia e do diálogo internacional.

Evite nomes e testemunhos muito explícitos, pois o seu comentário pode ser visto por pessoas conhecidas.

↑ topo
Skip to content