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LITURGIA

Papa pede aos cristãos que se oponham à guerra e à injustiça

O Santo Padre celebrou as Vésperas na conclusão da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos com uma reflexão sobre como todos os cristãos são convidados a ponderar sobre seus erros e mudar sua perspectiva, sempre colocando Deus no centro

Da redação, com Vatican News

Francisco durante a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos / Foto: Reprodução Vatican Media

Advertência e mudança: a reflexão do Papa Francisco na conclusão da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos foi inspirada nestas duas palavras.

Na Basílica de São Paulo Fora dos Muros estavam presentes inúmeras lideranças cristãs, como o Metropolita Polykarpos, representante do Patriarcado Ecumênico; Ian Ernest, representante pessoal em Roma do Arcebispo de Cantuária, membros do Conselho Pan-Ucraniano das Igrejas e das Organizações religiosas, do Instituto Ecumênico de Bossey e da comunidade de Taizé.

O sofrimento de Deus

É a voz de Isaías que adverte o povo de Deus, convidando à mudança. Na sociedade do tempo do profeta, encontrava-se difusa a tendência — infelizmente sempre atual — de considerar abençoados por Deus os ricos e desprezar os pobres. Mas o Senhor proclama felizes os pobres.

“Temos aqui o primeiro motivo de indignação: Deus sofre quando nós, que nos dizemos seus fiéis, seguimos os critérios da terra em vez dos do Céu, contentando-nos com um ritual exterior e permanecendo indiferentes face àqueles que mais Lhe estão a peito.”

Além disso, prosseguiu Francisco, há um segundo motivo, mais grave, que ofende o Altíssimo: a violência sacrílega. Diz Ele: “As festas e as solenidades são-Me insuportáveis. (…) É que as vossas mãos estão cheias de sangue. (Is 1, 13.15)”.

“O Senhor está «irritado» com a violência cometida contra o templo de Deus que é o homem, enquanto Ele é honrado nos templos construídos pelo homem. Podemos imaginar com quanto sofrimento assistirá Ele a guerras e ações violentas empreendidas por quem se professa cristão!”

Sem desculpas!

Com o desenvolvimento da espiritualidade e da teologia, disse ainda Francisco, “não temos desculpas”. Todavia, ainda há aqueles que parecem sentir-se encorajados ou pelo menos autorizados pela sua fé a defender várias formas de nacionalismo fechado e violento, atitudes xenófobas, desprezo e até maus-tratos àqueles que são diferentes.

Se quisermos que a graça de Deus em nós não seja estéril, devemos opor-nos à guerra, à violência e à injustiça onde quer que se insinuem.

O Pontífice recordou que o tema desta Semana de Oração foi escolhido por um grupo de fiéis do Minnesota, conscientes das injustiças perpetradas no passado contra as populações indígenas e, nos nossos dias, contra os afro-americanos.

Frente às várias formas de desprezo e racismo, perante tal indiferença a Palavra de Deus adverte a aprender a fazer o bem.

“De fato, não basta denunciar, é preciso também renunciar ao mal, passar do mal ao bem. Vemos assim que a advertência tem em vista a nossa mudança.”

Juntos é possível

Mas para mudar, precisamos do Senhor. “Sem Deus, sem a sua graça, não saramos do nosso pecado. A sua graça é a fonte da nossa mudança”.

Sozinhos não conseguimos, mas com Deus tudo é possível; juntos é possível. A conversão é pedida ao povo, tem uma dinâmica comunitária, eclesial. O Papa então agradece aos tantos cristãos de várias comunidades e tradições que estão acompanhando o percurso sinodal da Igreja católica, fazendo votos de que se torne cada vez mais ecumênico.

“Que o Apóstolo Paulo nos ajude a mudar, a converter-nos; nos obtenha um pouco da sua invicta coragem.” No nosso caminho, é fácil colocar-se a trabalhar para o próprio grupo em vez de o fazer pelo Reino de Deus. Eis então o apelo final: “Caminhemos, todos juntos, pela via que o Senhor nos propôs: a da unidade”.

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