Dia Mundial das Missões

Papa: com o coração ardente e pés a caminho, anunciar Cristo a todos

Pedido do Santo Padre está em sua mensagem para o Dia Mundial das Missões divulgada hoje

Da Redação com Boletim da Santa Sé

Foto: REUTERS/Guglielmo Mangiapane

O Boletim da Santa Sé divulgou nesta quarta-feira, 25, a Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Missões 2023. Com o tema “Corações ardentes, pés a caminho”, o Pontífice quis evidenciar o encontro pessoal que os discípulos desencorajados pela crucificação de seu Mestre tiveram com o Ressuscitado e com “entusiasmo” colocaram-se a caminho para anunciar a Boa Nova.

O Sucessor de Pedro trouxe na narração evangélica as imagens que transformaram os discípulos: “corações ardentes pelas Escrituras explicadas por Jesus, olhos abertos para O reconhecer e, como ponto culminante, pés a caminho. “Meditando sobre estes três aspectos, que traçam o itinerário dos discípulos missionários, podemos renovar o nosso zelo pela evangelização no mundo de hoje”.

Corações Ardentes

Ao trazer a imagem dos discípulos de Emaús, que permaneciam sem esperança, o Papa recordou da proximidade do Ressuscitado que se põe a caminho junto dos desacreditados e que continua a fazer isso ainda hoje com cada fiel.

“Como no início da vocação dos discípulos, também agora, no momento da frustração, o Senhor toma a iniciativa de se aproximar dos seus discípulos e caminhar a par deles. Na sua grande misericórdia, Ele nunca Se cansa de estar conosco, apesar dos nossos defeitos, dúvidas, fraquezas e não obstante a tristeza e o pessimismo nos reduzam a homens sem inteligência e lentos de espírito, pessoas de pouca fé”.

Francisco refletiu que esse mesmo ressuscitado está próximo de seus discípulos missionários sobretudo quando se sentem frustrados, desanimados, temerosos perante o mistério da iniquidade que os rodeia e quer sufocá-los.

“Por isso, não deixemos que nos roubem a esperança! O Senhor é maior do que os nossos problemas, sobretudo quando os encontramos ao anunciar o Evangelho ao mundo, porque esta missão, afinal, é d’Ele e nós somos simplesmente os seus humildes colaboradores, servos inúteis”.

Também Francisco expressou sua proximidade a todos os missionários, mas especialmente àqueles que atravessam um momento difícil. “Caríssimos, o Senhor ressuscitado está sempre convosco e vê a vossa generosidade e os vossos sacrifícios em prol da missão evangelizadora em lugares distantes. Nem todos os dias da vida são cheios de sol, mas lembremo-nos sempre das palavras do Senhor Jesus aos seus amigos, antes da Paixão: «No mundo, tereis tribulações; mas tende confiança: Eu já venci o mundo! (Jo 16, 33).

Os olhos que se abriram

Voltando-se ainda para os “discípulos de Emaús”, Francisco refletiu que os homens abriram os olhos ao partir do Pão de Jesus e que essa cena faz compreender um realidade essencial da fé cristã. “Cristo que parte o pão, torna-Se agora o Pão partido, partilhado com os discípulos e depois consumido por eles. Tornou-Se invisível, porque agora entrou no coração dos discípulos para fazê-lo arder ainda mais, impelindo-os a retomar sem demora o seu caminho para comunicar a todos a experiência única do encontro com o Ressuscitado!”.

Pedagogicamente, o Santo Padre explicitou que o Cristo ressuscitado que parte o pão é, simultaneamente, o Pão partido para nós. “E, por conseguinte, cada discípulo missionário é chamado a tornar-se, como Jesus e n’Ele, graças à ação do Espírito Santo, aquele que parte o pão e aquele que é pão partido para o mundo”.

Pés a caminho

Por fim, o Santo Padre observou que os discípulos, ao reconhecerem Jesus na Fração do Pão, saíram apressadamente para partilhar com os outros a alegria do encontro com o Senhor. “Com isso, mostra que a alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus”. Ainda afirmou que não se pode encontrar verdadeiramente Jesus ressuscitado, sem se inflamar no desejo de o contar a todos.

“Por isso, o primeiro e principal recurso da missão são aqueles que reconheceram Cristo ressuscitado, nas Escrituras e na Eucaristia, e que trazem o seu fogo no coração e a sua luz no olhar. Eles podem testemunhar a vida que não morre jamais, mesmo nas situações mais difíceis e nos momentos mais escuros”.

Ao concluir, Francisco que a imagem de pôr os pés a caminho realça a validade da missão ad gentes, a missão confiada pelo Senhor ressuscitado à Igreja: evangelizar toda a pessoa e todos os povos até aos confins da terra.

“Hoje, mais do que nunca, a humanidade, ferida por tantas injustiças, divisões e guerras, precisa da Boa Nova da paz e da salvação em Cristo. Por isso, aproveito esta ocasião para reiterar que «todos têm o direito de receber o Evangelho. Os cristãos têm o dever de o anunciar sem excluir ninguém, e não como quem impõe uma nova obrigação, mas como quem partilha uma alegria, indica um horizonte estupendo, oferece um banquete apetecível”.

Antes de pedir a intercessão de Santa Maria do Caminho e Mãe dos discípulos missionários, o Pontífice encorajou todos os cristãos a saírem iluminados pelo encontro com o Ressuscitado e animados pelo seu Espírito. “Saiamos com corações ardentes, olhos abertos, pés ao caminho, para fazer arder outros corações com a Palavra de Deus, abrir outros olhos para Jesus Eucaristia, e convidar todos a caminharem juntos pelo caminho da paz e da salvação que Deus, em Cristo, deu à humanidade”.

 

Evite nomes e testemunhos muito explícitos, pois o seu comentário pode ser visto por pessoas conhecidas.

↑ topo