EM BRASÍLIA

STF julga a possibilidade investigação contra Alexandre Moraes

Sessão acabou com discussão entre ministros e expectativa para andamento da decisão

Supremo Tribunal Federal realiza sessão histórica em 135 anos da corte.

Reportagem de Francisco Coelho e Ersomar Ribeiro

 

A Praça dos Três Poderes e todo o entorno do Supremo Tribunal Federal foram cercados por grades e tiveram o reforço de policiais, drones e helicópteros. A sessão considerada histórica nos 135 anos do STF também chamou a atenção da população.

Entre as pessoas que acompanharam a movimentação, os pedidos eram por transparência e combate à corrupção. “Porque o Brasil precisa ser passado a limpo. Ninguém está mais aguentando a situação que vem acontecendo no Brasil”, disse o cidadão. “E vai levar muito tempo pra gente poder acabar com esse com essa corrupção no Brasil”, falou o entrevistado. “40 anos de Brasília, nunca vi uma presepada dessa aí, entendeu? Nunca”, comentou o senhor.

A sessão foi aberta pelo ministro Luiz Edson Fachin com atraso de 30 minutos. Na abertura, o ministro defendeu o Supremo Tribunal Federal e disse que não pode entregar uma corte menor do que encontrou. Fachin disse que o Supremo não julga pessoas, mas sim fatos e questões jurídicas.

“Consciente de que a presidência e este colegiado tem diante de si o dever de conduzir esse tribunal por um período difícil de sua história, preservando aquilo que lhe é essencial, sua independência, sua colegialidade, sua autoridade e sua fidelidade à Constituição”, afirmou o presidente do STF.

Na sequência, Fachin iniciou a leitura do relatório do pedido de investigação e apresentou um histórico do processo. O ministro Kassio Nunes Marques se declarou impedido para participar do julgamento e deixou o plenário. “E em que pese e os debates vão fluir, que esse julgamento eventualmente pode também impactar no cenário político eleitoral. Então, na condição de presidente do TSE, eu não me sinto confortável para participar desse julgamento e afirmo o meu impedimento”, falou ele.

Já o ministro Dias Toffoli se declarou suspeito. “Eu me senti na obrigação também de preservar a corte, de manifestar a minha suspeição por motivo de foro íntimo, não impedimento, por motivo de foro íntimo”, completou.

Durante a manhã, houve vários momentos de tensão entre os ministros. Os embates mais acalorados ocorreram durante a manifestação do ministro Gilmar Mendes. Ele acusou André Mendonça de conduzir politicamente o processo. Mendonça negou e classificou a acusação como leviana. “Escolha de data, 7 de setembro, todo esse cenário envolvendo esta corte em campanha eleitoral”, declarou Gilmar Mendes. “Vossa Excelência está sendo leviano, ministro leviano. Leviano, leviano”, comentou Mendonça. “Vossa Excelência não tem a palavra”, ressaltou Mendes.

Fachin apontou: “Vamos aguardar. Eu vou conceder a palavra Vossa Excelência”.
“Vossa Excelência não tem a palavra”, prosseguiu a discussão.

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