Antes de decidir, Fachin deu prazo de cinco dias para que Mendonça e a Procuradoria-Geral da República se manifestem
O ministro Alexandre de Moraes pediu a abertura de uma investigação sobre a atuação de André Mendonça, nos casos envolvendo o Banco Master e as fraudes em descontos do INSS. Antes de decidir sobre o pedido, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, deu prazo de cinco dias para que Mendonça e a Procuradoria-Geral da República se manifestem.
Reportagem de Liana Nunes
Imagens Arquivo/STF
O Ministro Alexandre de Moraes aponta supostas irregularidades na atuação de Mendonça em investigações relacionadas ao Banco Master e aos descontos do INSS. Entre as acusações estão abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.
O pedido tem como base, entre outros elementos, um documento interno da Polícia Federal que a própria corporação classifica como sem valor probatório. O relatório, que não é assinado por delegado, faz uma análise de cenário e ressalta que as informações ali reunidas não devem ser usadas isoladamente como prova para fundamentar um procedimento.
Ao pedir as manifestações, Fachin ressaltou que a medida serve apenas para reunir mais informações e não representa uma conclusão sobre as acusações.
Depois das respostas da PGR e de André Mendonça, o presidente do Supremo deverá definir os próximos passos, e se o pedido tem condições jurídicas de seguir adiante com uma possível votação em Plenário.




