Edson Fachin recebeu cartas de ex-ministros do STF em meio à crise enfrentada pela Corte
Nesta terça-feira, o ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, determinou os afastamentos preventivos de Andrei Rodrigues, do cargo de diretor-geral da Polícia Federal, e de Leandro Almada, da Diretoria de Inteligência do órgão. Fomos à capital federal entender os desdobramentos desta decisão. Ex-ministros do Supremo Tribunal Federal enviaram uma carta ao presidente da Corte. No documento, pedem uma sessão pública para a apuração dos fatos. Divergências entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça ampliam a crise no STF.
Reportagem de Francisco Coelho, Aline Campelo, Ersomar Ribeiro e Sanny Alves
13 ex-ministros do Supremo Tribunal Federal enviaram uma carta ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, em meio à crise enfrentada pela Corte. No documento, eles manifestam confiança na presidência do tribunal, defendem uma apuração rigorosa urgente e pedem a realização de uma sessão pública para esclarecer os fatos à população. Os ex-ministros devem se reunir com o presidente da corte ainda nesta semana.
Edson Fachin deu prazo de 5 dias que se encerra nesta sexta-feira para que os ministros e os demais envolvidos nos pedidos de investigação prestem informações. Depois disso, caberá ao presidente da Corte a decisão de levar o caso para o Plenário ou se a questão será resolvida internamente.
Em cerimônia no Palácio do Planalto, Edson Fachin disse que tomará a decisão no tempo adequado. “Esta presidência seguirá os procedimentos estabelecidos pela Constituição e pela Legislação. Faremos o que é certo no tempo e pela forma que a Ordem Jurídica exige. As instituições da República precisam ser preservadas, sobretudo nos momentos de maior tensão”, afirmou o presidente do STF.
Para o advogado Raul Canal, a carta dos ex-ministros têm peso importante neste momento e Fachin deveria dar uma resposta ao caso o mais rápido possível. “A única atitude que resta ao presidente Fachin é convocar urgentemente, preferencialmente para essa semana ainda, uma audiência pública, uma sessão pública do plenário do Supremo Tribunal Federal para decidir o rumo que devem seguir as investigações e se afasta ou não afasta cautelarmente o ministro ou os ministros que porventura forem investigados”, ressaltou o advogado.
Ontem, manifestações contra o ministro Alexandre de Moraes foram registradas em São Paulo, Brasília e diversas cidades do país.




