Estudantes destacam como votar é essencial para futuro do país
Dados do Tribunal Superior Eleitoral revelam uma queda no número de adolescentes registrados para votar. Segundo os dados mais recentes, houve queda de 23% nessa faixa do eleitorado.
Reportagem de Franscisco Coelho e Ersomar Ribeiro
Pela Constituição Federal, jovens de 16 e 17 anos têm direito ao voto. Apesar da regra, antes dos 18 anos, o voto é facultativo. Em 2012, mais de 2 milhões e meio de jovens compareceram às urnas. Em 2024, 12 anos depois, o número caiu para 1.600.000.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, nos últimos 4 anos houve uma queda de 23%. No número de registros de jovens nos cartórios eleitorais. Até o mês de abril, 1.600.000 estavam aptos para votar nas eleições de outubro. O prazo final para a regularização se encerra em 6 de maio. Até lá, esse número deve mudar, já que em anos eleitorais a procura pelos cartórios costuma se intensificar nos últimos dias do prazo.
Ana não perdeu tempo e procurou o cartório eleitoral no início do ano e já está apta a votar. “E foi muito fácil. Fiz primeiro o processo online, enviei os documentos e depois fui no TRE para poder fazer a biometria e sair com o título em mãos já”, disse a estudante de 16 anos, Ana Victoria de Oliveira.
Isabela também regularizou o documento. A adolescente diz estar antenada nas discussões políticas e sempre debate com a família. “Tem que ter muito cuidado também hoje em dia. Porque tem muita fake news e tal, mas eu procuro sim saber das coisas, procurar reportagens. Eu discuto bastante também com o meu pai que ele é muito antenado nessas coisas”, falou a estudante de 17 anos, Isabela Dantas.
Os professores destacam a importância do voto para os jovens e o impacto das decisões na sociedade. “Não é só tirar um título e votar, mas sim procurar entender o que ele está fazendo ali, em quem que ele vai ter esse voto, que é a oportunidade que ele tá tendo agora de mudança pela primeira vez. Esse voto, ele vai perdurar por 4 anos”, afirmou o professor de filosofia, Ivan Moraes.
“Então são 4 anos que a gente vai ver ou de mudanças ou de permanências e que isso vai impactar diretamente em todo o processo da vida deles”, concluiu a professora de história, Sabrina Araújo.




