Leão XIV publicou mensagem para o Dia de Oração pela Santificação dos Sacerdotes, que sempre coincide com a solenidade do Sagrado Coração de Jesus
Da Redação, com Boletim da Santa Sé

Foto ilustrativa: Canva
Na Solenidade do Sagrado Coração de Coração, celebrada nesta sexta-feira, 12, a Igreja também celebra o Dia de Oração pela Santificação dos Sacerdotes. Para a data, o Papa Leão XIV publicou uma mensagem, destacando que a santidade não é uma opção entre tantas outras, mas a participação no mistério de Cristo.
O Papa recorda, em primeiro lugar a ele próprio, e depois aos padres, as palavras de Deus ao povo de Israel: “Sede santos, porque Eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo”. Trata-se um chamado que ressoa com força para todos, e de forma particular para os sacerdotes.
“Deus convida-nos a participar na sua própria santidade. Quando nos chama a ser santos porque Ele é santo, indica-nos o caminho a seguir: deixarmo-nos moldar segundo o seu Coração. E para nós, caríssimos irmãos, este chamamento é particularmente radical.”, afirma Leão XIV no texto divulgado pela sala de imprensa da Santa Sé.
O Pontífice reconhece que os sacerdotes são limitados e imperfeitos, muitas vezes atingidos por fraquezas, cansaços e feridas. “Como pode um coração humano, tão vulnerável, responder a um chamamento tão elevado? O sacerdote vive esta tensão, mas sabe onde encontrar a paz: no peito aberto do Senhor Jesus.”
A união ao coração de Cristo
O Papa também lembra que a união do coração humano com o coração de Jesus não é uma experiência reservada a alguns, mas um caminho sacramental que se concretiza no dia a dia. Os padres, em especial, foram configurados a Cristo no dia da ordenação, mas precisam reavivar esse dom diariamente, com a Eucaristia, a oração, o serviço aos irmãos.
“A oração, o ministério, as relações, o cansaço, as alegrias e os fracassos, até mesmo o tempo aparentemente perdido ou o amor que parece desperdiçado, tudo se torna um lugar privilegiado para a revelação de Deus e do seu amor infinito.”
O mundo precisa muito de pastores que ofereçam não apenas palavras, mas o testemunho vivo de um coração que espalha a santidade de Cristo, pontua Leão XIV. “Uma vida sacerdotal firme e configurada com o Coração de Jesus é sinal credível de unidade, paz e misericórdia.”
Proximidade e ternura
Segundo o Papa, a resposta a esse chamado à santidade está na adesão confiante ao amor revelado no Coração trespassado de Jesus. Ali Deus mostra definitivamente como Ele é santo. “O Sagrado Coração de Jesus é o ícone por excelência do amor de Deus: um amor todo-poderoso precisamente porque capaz de se fazer vulnerável, de transformar a dor em graça e o sofrimento em esperança.”
O coração de Jesus, prosseguiu o Papa, é o “lugar” onde a santidade se mostra como proximidade e ternura. Assim, a santidade do padre pode se manifestar na proximidade humilde e corajosa, no ser de todos e para todos, mantendo a porta aberta para que todos possam entrar. “Através da união do nosso coração imperfeito com o Coração trespassado de Jesus, realiza-se o nosso caminho de santidade. Já não somos nós que vivemos, mas é Cristo que vive em nós”.
Por fim, Leão XIV destacou que uma santidade assim não se vive a sós. Logo, exortou os padres a zelarem pela fraternidade presbiteral, escutando e ajudando uns aos outros. “O sacerdote que se isola, apaga-se lentamente; o sacerdote que caminha com os irmãos cresce. (…) Caríssimos sacerdotes, renovai todos os dias o vosso “eis-me aqui” perante o Coração trespassado de Cristo. Entregai-vos totalmente a Ele, para que possais amar o seu povo com o mesmo amor com que Ele o ama.”




