DORMIR POUCO

Dormir menos de 6 horas vira hábito para 2 em cada 10 adultos

Especialistas alertam cuidados com sono que se devem tomar para evitar doenças crônicas

Dois em cada dez adultos das capitais brasileiras dormem menos de 6 horas por noite, foi o que mostrou um levantamento do Ministério da Saúde. Segundos os especialistas, a falta de sono pode desencadear inúmeras consequências para nossa saúde.

Reportagem de Flavio Rogério e Vailton Justino

 

Dona Genira tem 81 anos. Mesmo dormindo apenas 4 horas por noite, ela acorda cheia de disposição. “Eu saio, vou pra Igreja, vou rezar, vou cuidar de um, cuidar de outro, rezar terço, cuidar das pessoas que precisam de alguém para conversar”, contou a aposentada, Genira Ferreira Machado.

“Já Lucas dorme em média 8 horas por noite, mas seu corpo reage de outra forma. Não satisfaz porque acaba que eu fico mais cansado no dia seguinte. Parece que o dia não rende”, lembrou o segurança Lucas Barbosa. 

Um levantamento do Ministério da Saúde apontou que nas capitais brasileiras cerca de 20% dos adultos dormem menos que 6 horas por noite. 

A pesquisa aponta que pelo menos um dos sintomas de insônia atinge cerca de 30% dos adultos no Brasil. Considerando só as mulheres, esse número é ainda maior, 36%, 10 pontos percentuais a mais que os homens. 

“Um sono de má qualidade ou a privação do sono acaba atrapalhando isso e gerando consequências tanto imediatas, no dia seguinte a gente fica cansado, não consegue raciocinar, não consegue pensar direito, tem dores, a terra é consequências a longo prazo, cardiovasculares, aumento de chance de doenças como infarto, AVC e degenerativas como demência”, explicou o neurologista e médico do sono, Paulo Mei. 

Especialistas alertam que várias enfermidades podem surgir com a falta de sono. Algumas delas relacionadas à saúde mental. “É muito comum que a causa seja psiquiátrica. Ansiedade, depressão. Então, e tanto pode causar, a insônia pode causar um transtorno psiquiátrico quanto ser um sintoma de algum transtorno psiquiátrico. Então, é muito importante que se procure o psiquiatra para fazer esse diagnóstico e tratar. E muitas vezes a pessoa tem medo de tomar remédio e nem sempre o tratamento é medicamentoso”, afirmou a psiquiatra, Renata Figueiredo.

Celso também está entre aqueles que dormem pouco, mas acordam com disposição. Ele costuma manter uma rotina antes de dormir. “Eu faço caminhada e faço atividade física, que eu acho que também deve ajudar um pouco, de eu conseguir dormir legal”, apontou o enfermeiro, Celso Martins. 

O tempo de repouso recomendado pelo Ministério da Saúde é de 7 a 9 horas por noite.

Para dormir melhor, algumas dicas podem ajudar. “Reduzir estimulantes, cafeína, refrigerante, chocolate, energético, atividade física tem que fazer, mas evitar muito perto do horário de dormir. Algumas pessoas ficam estimuladas com isso, com a atividade física noturna. Trabalhar algumas questões cognitivas, de ruminar pensamento, de ficar planejando o dia seguinte na cama”, completou a especialista.

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