Festa de São João Batista promove encontro entre fé, cultura e esporte
Os santos juninos são celebrados em inúmeras paróquias do Brasil. Neste ano, de modo especial, a fé ganhou a parceria do esporte para unir uma comunidade do Vale do Paraíba Paulista. Emerson Tersigni e Ederaldo Paulini contam esta história.
O Canção Nova Notícias veio até a Paróquia São João Batista de Jacareí, que vai celebrar daqui alguns dias a natividade de seu padroeiro em um dos festejos mais tradicionais da cidade.
“É uma festa, é da cultura popular, ela traz a fé, a espiritualidade, ela traz a união das pastorais. Todos estão envolvidos nesse momento especial da paróquia”, comentou a agente de pastoral, Lucimar Ponciano.
Silvinho colabora com as pastorais da comunidade há anos. Para ele, a correria das barracas é muito mais do que trabalho. Representa o verdadeiro sentimento de pertença à vida paroquial. “O nosso pároco, ele disse, o mais maravilhoso é as pessoas estão trabalhando unidas, prestando esse serviço à paróquia”, falou o Ministro Extraordinário da Comunhão, Silvio Donizeti de Souza.
Rever as fotos de ontem é combustível para que a família da Enedina siga fiel no servir. “A força, que ele tem, acho que é São João Batis que dá, porque, ele passou por um momento muito sério de saúde, tudo e ele tá firme e forte aqui, então ele dedica, já separa o avental, sabe, o boné, a camisa, tudo que ele vai usar”, contou a paroquiana, Enedina Rezende.
E alguns paroquianos do São João também vieram preparados para o pós-missa. A proposta da festa de São João Batista deste ano é transmitir os jogos do Brasil por meio de um telão para toda a comunidade. E a torcida pela nossa seleção é acompanhada do bom e velho bolinho caipira, tradição de Jacareí.
O que que tem de bom por aqui? “Temos o nosso tradicional bolinho caipira. Aqui é um patrimônio da nossa cidade. Um bolinho de farinha branca com linguiça. Tem também os de carnes para aqueles que gostam. Nossos pastéis. Cachorro quente, pão com linguiça, caldinho, os doces juninos, doce de abóbora”, apontou o membro da Comissão de Festas, Everton Barbosa.
Bola em jogo para Brasil e Marrocos. Nada melhor do que tomar um caldo e comer bolinho caipira, afinal, os primeiros minutos foram de um Brasil nervoso pela estreia. Em uma imagem, animação e tensão. Aos 21 minutos de jogo, o Marrocos abriu o placar. Mas para quem veste a camisa de Pelé, acreditar até o fim é essencial. “Mas a gente sempre tem fé que que vai dar certo”, disse o paroquiano, Ademir José da Rosa.
E não é que deu certo, aos 32 veio o empate brasileiro para a alegria da Arena São João Batista. “Esta coisa do Brasil que é o time joga como o povo brasileiro com às vezes a corda no pescoço para deixar o coração mais agitado e é muita emoção porque nós estamos querendo gritar gol e viva São João também”, reforçou o pároco da Matriz São João Batista, padre Marcelinho Heitor Nunes Tomé.
Padre Marcelino que por sinal era um dos mais animados no jogo. Apesar disso, tinha gente tão nervosa que até o cabelo não escapou. “Nossa, ficamos apreensivos, depois que tomamos o primeiro gol, mas depois foi só festa”, afirmou a paroquiana Glória Maria da Silva.
Se o resultado não veio no campo, a festa da juventude e a experiência de reunir a comunidade foi um gol de placa para a evangelização. “E eu gostaria que a paróquia de São João fosse um lugar para pertencer a Deus, às famílias, à comunidade, mas a experiência com certeza satisfez o nosso povo de São João Batista aqui da nossa paróquia em festa”, completou o padre.




