Fúria domina final e, assim como em 2010, marca gol do título na prorrogação; Rodri é eleito melhor jogador e Mbappé termina como artilheiro
Gabriel Fontana
Da Redação

Espanha bicampeã: Rodri levanta a taça da Copa do Mundo / Foto: Reprodução Reuters
A Espanha é a grande campeã da Copa do Mundo de 2026. Com gol de Ferran Torres, a Fúria venceu a Argentina na prorrogação e conquistou seu segundo título mundial — a outra conquista aconteceu em 2010.
Com uma campanha irrepreensível, os espanhóis dominaram as ações durante toda a partida. Os atuais campeões do mundo, por sua vez, ficaram encurralados em seu campo de defesa, sem conseguir atacar — a Argentina só conseguiu finalizar no segundo tempo da prorrogação após o gol da Espanha.
O time comandado por Luis De La Fuente teve em campo: Unai Simón; Pedro Porro, Cubarsí, Laporte (Eric García) e Cucurella; Rodri (Zubimendi), Fabián Ruiz (Pedri) e Dani Olmo (Merino); Lamine Yamal, Alex Baena (Nico Williams) e Oyarzabal (Ferran Torres).
Fúria domina e vence Argentina na paciência
No primeiro tempo, apesar do domínio, a seleção espanhola pouco conseguiu criar. Já na etapa final, a Fúria conseguiu finalizar mais vezes a gol, obrigando o goleiro Dibu Martínez a realizar boas intervenções para manter o placar em branco.
Já nos acréscimos, Enzo Fernández chegou atrasado e atingiu Cubarsí. O meio-campista tomou o segundo cartão amarelo e foi expulso da partida, deixando a Argentina com um jogador a menos.

Cubarsí rodopia no ar após entrada forte de Enzo Fernández, que é expulso após receber o segundo cartão amarelo / Foto: Reprodução Reuters
Cansada, a atual campeã do mundo não conseguiu resistir à pressão. No início do segundo tempo da prorrogação, Pedro Porro cruzou a bola na área, Nico Williams escorou de cabeça e Ferran Torres finalizou para estufar a rede da Argentina: placar aberto na final, 1 a 0 para a Espanha.
Na base do desespero, a Argentina se mandou para o ataque e tentou empatar, mas era tarde demais. A Espanha segurou a pressão e, com o apito final, sagrou-se bicampeã da Copa do Mundo.

Ferran Torres marcou o gol do título espanhol aos 106 minutos de jogo / Foto: Reprodução Reuters
Espanha sobe de prateleira
Com seu segundo título mundial, a Fúria igualou-se a Uruguai e França. O maior vencedor da competição segue sendo o Brasil, único pentacampeão. Em seguida, vêm Itália e Alemanha, com quatro títulos cada, e Argentina, com três. A Inglaterra, por sua vez, detém uma única taça.
A Espanha teve a melhor defesa da Copa , com apenas um gol sofrido. Na estreia, empatou em 0 a 0 com Cabo Verde. Depois, venceu a Arábia Saudita, por 4 a 0, e o Uruguai, por 1 a 0, classificando-se na liderança do grupo H. Já no mata-mata, superou Áustria (3 a 0), Portugal (1 a 0), Bélgica (2 a 1) e França (2 a 0) antes de enfrentar a Argentina na decisão.
Autor do gol, Ferran Torres foi eleito o melhor jogador da final. Todos os prêmios individuais da Copa do Mundo também ficaram com jogadores espanhóis: o melhor jogador jovem foi o zagueiro Cubarsí; o melhor goleiro, Unai Simón; e o melhor jogador, o meio-campista Rodri.

Da esquerda para a direita, em pé: Rodri, Fabián Ruiz, Oyarzabal, Laporte, Cubarsí, Unai Simón; agachados: Alex Baena, Pedro Porro, Cucurella, Dani Olmo e Lamine Yamal / Foto: Reprodução Reuters
Mbappé assume artilharia histórica
O artilheiro da Copa do Mundo, assim como na edição anterior, foi Kylian Mbappé. O francês marcou dois gols na derrota da França para a Inglaterra por 6 a 4, na disputa do terceiro lugar, totalizando dez gols marcados nesta edição do torneio.
De quebra, Mbappé assumiu a artilharia histórica em Copas do Mundo, superando Lionel Messi. O argentino, que havia quebrado o recorde do alemão Miroslav Klose, terminou a competição com oito gols marcados, somando 21 gols em Copas do Mundo. O francês, por sua vez, já tem 22 gols marcados em três edições do torneio.

Messi chora após a derrota; argentino disputou três finais de Copa do Mundo e perdeu duas / Foto: Reprodução Reuters




