Bispo de Kharkiv-Zaporizhia, Dom Pavlo Honcharuk, falou à mídia vaticana sobre encontro com Leão XIV nesta sexta-feira, 11, e situação enfrentada pela Ucrânia
Da Redação, com Vatican News

Bispo de Kharkiv-Zaporizhia, Dom Pavlo Honcharuk / Foto: Alessandro Bremec via Reuters Connect
O bispo de Kharkiv-Zaporizhia, Dom Pavlo Honcharuk, encontrou-se com o Papa Leão XIV nesta sexta-feira, 11. Após a audiência, o bispo de uma das dioceses da Ucrânia mais atingidas pela violência e pelos bombardeios, concedeu uma entrevista à mídia vaticana.
“O Papa nos acolheu de coração aberto e toda a audiência foi muito, muito calorosa”, comentou Dom Honcharuk, cuja delegação incluiu ainda um padre, uma religiosa e uma psicóloga. “Recebemos esta bênção do Santo Padre não apenas para nós, mas para todos aqueles que trabalham para salvaguardar a vida humana”, afirmou.
O bispo também relatou que agradeceu várias vezes ao Papa por sua oração e solicitude, por tudo o que faz para apoiar a Ucrânia e pela ajuda para libertar prisioneiros. “Disse que contamos com essa oração e esse apoio, porque são de grande ajuda para nós”, acrescentou.
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“As guerras começam quando o homem fica sem coração”
Segundo Dom Honcharuk, Kharkiv é como um “fogo”, o “epicentro” da guerra. Diante deste cenário, ele retorna para a diocese levando as palavras que lhe foram dirigidas por Leão XIV. “Ele disse que fazemos tudo o que podemos para pôr fim a esta guerra, que há um grande trabalho nessa direção”, contou o bispo.
“Para nós, isso é importante porque nos faz compreender que não estamos sozinhos, que o mundo vê claramente quem é a vítima e quem é o agressor”, manifestou Dom Honcharuk. Neste contexto, recordou as visitas do secretário do Vaticano para as Relações com os Estados e com as Organizações Internacionais, Dom Paul Richard Gallagher, e do presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), Cardeal Matteo Zuppi.
Comentando a situação vivida no país, o bispo sinalizou que os bombardeios contínuos levam à morte de muitas pessoas, fora os habitantes que perdem suas casas. Por isso, seu desejo é de que a guerra termine o mais rápido possível.
“Peçamos a Deus que o seu amor entre no coração de todos. Porque, se o amor de Deus entra no meu coração, ele eleva a minha dignidade. E somente quando, como homem, reconheço a minha dignidade, posso reconhecer a dignidade do outro. Todas as guerras começam quando o homem fica sem coração”, concluiu Dom Honcharuk.




