EM APARECIDA

Encontro nacional destaca os desafios e a vocação das famílias

O Santuário de Nacional de Aparecida, no interior de São Paulo, sediou a décima sexta edição do Simpósio Nacional das Famílias. A iniciativa, da Comissão de Vida e Família da CNBB, reuniu membros da Pastoral Familiar de diversas regiões do país.

Reportagem de Emerson Tersigni e Messias Junqueira

Um encontro para renovar a esperança e fortalecer os lares cristãos. No Centro de Eventos de Aparecida (SP), famílias encontraram um espaço de partilha, reflexão e redescoberta da beleza da vocação familiar.

“É uma graça participar sempre e estar presente na Igreja. Trazer isso para a nossa família gerou muito mais união no casamento”, revelou a integrante da Pastoral Familiar de São José dos Pinhais (PR), Leticia Lima.

“Família, torna-te aquilo que és”: mais do que um tema, a frase é um convite de Cristo para viver a missão da família diante dos desafios do tempo presente.

“A família é uma usina de amor, é um lugar de amorização. Por isso, eu fiquei muito contente quando escolheram uma das minhas canções, que eu fiz antes mesmo de ser padre — e já sou padre há quase 35 anos —, que se chama ‘O amor jamais acabará’. Ela é baseada no Salmo 127, que diz: ‘Se o Senhor não construir a casa, em vão trabalham os construtores’. Ou seja, a gente constrói, mas é Deus quem edifica. A gente semeia, mas é Deus quem faz germinar”, refletiu o dehoniano padre Joãozinho, scj.

A edição deste ano do Simpósio Nacional das Famílias tem um significado ainda mais especial, pois, há 10 anos, o Papa Francisco presenteava toda a Igreja com a Exortação Apostólica Amoris Laetitia. Além disso, há 45 anos, São João Paulo II concluía a Exortação Apostólica Familiaris Consortio, sobre a missão da família cristã no mundo de hoje.

“Quando os fiéis compreenderem que a família é uma Igreja doméstica, eles aprenderão os primeiros valores da fé, os primeiros valores da vida social, do respeito e do amor ao próximo. Tudo isso é evangelizar”, afirmou o bispo de Ponta Grossa (PR), Dom Bruno Elizeu Versari.

Dois dias que marcam o início de uma caminhada para toda a vida. Um percurso cristão sustentado pela renovação da vocação familiar, sob o olhar da Sagrada Família e da Mãe Aparecida.

“O abraço é um instrumento de cura. Ele, junto com a oração, com certeza faz de nós, como casal, pessoas melhores”, refletiu a integrante da Pastoral Familiar de Francisco Beltrão (PR), Rubi Batista.

“Eu sou uma pessoa que valoriza o contato. Então, eu gosto muito de abraçar. Ela é minha esposa; é ela quem me guia e me faz ser o homem que sou”, completou o também membro da Pastoral Familiar de Francisco Beltrão (PR), Elói de Siqueira.

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