APELOS

Em 80 anos, 7 papas denunciaram guerras e defenderam a paz no mundo

Igreja pede oração pela paz através de pontífices e destaca que guerra nunca é o caminho

Ao longo da história, a Igreja Católica desempenha um papel fundamental diante das guerras ao redor do mundo, fazendo constantes apelos pela paz e condenando os conflitos armados. Em um ano de pontificado, o Papa Leão XIV tem se mantido incansável em seus pedidos pela paz.

Reportagem de Júlia Rezende e Ersomar Ribeiro

 

Em uma imagem que circulou nas redes sociais, um menino muçulmano aparece segurando um retrato do Papa Leão XIV enquanto aguardava sua chegada a Beirute. A criança que perdeu a vida pouco tempo depois, em meio ao conflito, foi lembrada pelo Santo Padre durante uma conversa com jornalistas em um voo de retorno a Roma. 

O Papa contou que guarda consigo a foto do menino como símbolo dos inocentes atingidos. E a Igreja convida todos os fiéis a se unirem em oração pela Paz. “A oração que possa chegar ao coração humano e esse coração humano possa voltar a Deus, retornar a Deus e reencontrar a paz”. 

Ao longo dos últimos 80 anos, sete papas manifestaram publicamente o desejo pela paz e condenaram todo tipo de conflito armado. Em tempos difíceis, a Igreja Católica sempre se posicionou em defesa do diálogo e da resolução pacífica das guerras ao redor do mundo, mantendo viva a esperança por dias melhores. 

Em 2003, São João Paulo II afirmou ao corpo diplomático que a guerra é sempre uma derrota da humanidade por representar um ataque à vida humana e provocar sofrimento e morte.

O Papa Bento XVI também destacou em 2011 que Jesus sempre foi um homem de paz. Já o Papa Francisco, em diversas declarações ao longo do pontificado, repetiu que a guerra representa um fracasso da política e da humanidade. A mensagem permanece a mesma. A Igreja continua clamando pela paz.

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