APELO À PAZ

Bispos asiáticos pedem cessar-fogo imediato no Oriente Médio

Os bispos da Ásia expressam preocupação de que a escalada da violência possa desencadear “consequências humanas e econômicas incalculáveis” em todo o mundo

Da redação, com LiCAS News

Bispos asiáticos se preocupam com a escalada de violência no Oriente Médio / Foto: Reprodução TV Canção Nova

O Comitê Central da Federação das Conferências Episcopais da Ásia (FABC) emitiu uma declaração de Bangkok, Tailândia, nesta terça-feira, 3, apelando por um cessar-fogo imediato no Oriente Médio.

Os bispos asiáticos expressaram “profunda angústia e grave preocupação com a renovada escalada da violência no Oriente Médio”, citando os recentes ciclos de bombardeios e retaliações envolvendo grandes potências globais e regionais.

“Os recentes ciclos de bombardeios e retaliações, envolvendo grandes potências globais e regionais, correm o risco de mergulhar a região e o mundo em um conflito de consequências humanas e econômicas incalculáveis”, diz a declaração.

“Como continente, estamos particularmente preocupados com este conflito”, acrescentaram os bispos.

A FABC ecoou o apelo do Papa Leão XIV, enfatizando que “a paz não pode ser construída sobre ameaças ou armas que semeiam destruição, dor e morte”.

“A estabilidade não pode surgir do medo, nem a justiça pode ser assegurada pela violência. Somente um diálogo sincero, responsável e contínuo pode abrir caminhos para uma paz justa e duradoura”, afirmaram os bispos. Falando no contexto da diversidade religiosa da Ásia e das lutas diárias dos pobres, os bispos afirmaram que a paz exige justiça e confiança entre os povos.

“A paz não é meramente a ausência de guerra. É fruto da justiça, do trabalho do diálogo e da construção paciente da confiança entre os povos”, declararam.

Alertaram que a guerra “feriu desproporcionalmente os mais vulneráveis: os pobres, os deslocados, as crianças e as gerações futuras”.

Os bispos apelaram “para a cessação imediata das hostilidades e para que todas as partes exerçam responsabilidade moral, resistindo à espiral de escalada que só leva a sofrimentos mais profundos e perdas irreversíveis”. Também instaram “à restauração da diplomacia como principal instrumento para a resolução de conflitos”.

“O diálogo, por mais difícil que seja, continua sendo o único caminho que respeita a dignidade dos povos e a soberania das nações”, concluiu o comunicado.

A FABC incentivou ainda a “solidariedade inter-religiosa, especialmente entre os líderes das grandes tradições religiosas presentes na região, para testemunharem juntos a sacralidade da vida” e renovou o seu “compromisso de estar ao lado dos pobres e das vítimas da guerra, cujos clamores muitas vezes são ignorados em meio a cálculos geopolíticos”.

“Convidamos sinceramente todas as nossas Igrejas locais na Ásia, neste tempo da Quaresma, a intensificarem a oração, o jejum e os atos concretos de solidariedade pela paz”, disseram os bispos.

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