Iniciativa realiza momentos de espiritualidade e reflexão para funcionários e alunos
A Quaresma tem transformado a rotina em escolas confessionais, com atividades que aproximam os alunos da fé no dia a dia. Em um colégio da capital mineira, cada semana traz um novo sentido.
Reportagem de Vanessa Anício e Daniel Camargo
Mais do que um tempo litúrgico, a Quaresma também se torna oportunidade de formação.
Neste colégio confessional em Belo Horizonte, os ensinamentos vão além da sala de aula e ganham espaço em momentos de oração, reflexão e partilha. “A gente acredita na formação integral, de forma que a parte pedagógica e a parte espiritual elas se conectam, elas se completam. Então, viver a Quaresma aqui é mostrar aos nossos alunos a importância de tudo que o nosso Senhor Jesus Cristo fez para nós”, disse a diretora, Tatiane Melo.
Ao longo da semana, os estudantes participam de atividades que convidam ao silêncio, à escuta e ao olhar para o outro. Gestos simples que ajudam a construir desde cedo valores como empatia, solidariedade e espiritualidade. “Visualmente a gente coloca a escola preparado para isso. Então vocês podem observar que as imagens, estão cobertas de roxo, a própria cruz, a imagem Nossa Senhora, todas cobertas de roxo pra gente focar e falar pros alunos e mostrar para eles na visualmente que esse momento é diferente, é especial de reflexão, de uma certa austeridade e nas nossas aulas e na nossa estrutura mesmo física, isso é demonstrado”, contou o professor de Virtudes e Filosofia, Cleberson Lino Batista.
É nesse ambiente que muitos têm o primeiro contato mais profundo com o verdadeiro sentido da Quaresma. Um tempo de reflexão, conversão e preparação interior. “Aqui a gente vive mesmo a Quaresma, a gente cobre as imagens, a gente toda sexta faz a Via Sacra, a gente faz as reflexões”, comentou o estudante de 16 anos, Caio Bitarães. “E eu acho que é importante, que tem gente que acaba que não tem essa vivência normalmente no dia a dia e aí vem aqui pra escola, acaba tendo, acaba aprendendo mais e refletindo mais sobre”, afirmou a estudante de 16 anos, Maria Eduarda Maia. “Eu aprendi que Jesus morreu só para nos salvar”, falou a aluna de 6 anos, Amanda Bastos Palmiere.
Em meio à rotina escolar, esses momentos se tornam pausas cheias de significado que mostram que aprender também passa por cultivar o silêncio, a fé e valores que os alunos levam para além dos muros da escola.
“A Quaresma tem um tempo de 40 dias que você pode fazer jejum de alguma coisa que você gosta”. -”E aí você escolheu então fazer jejum de quê?” -“Videogame”, compartilhou o aluno de 6 anos, Felipe Barbieri.
“É muito bom que a gente possa ajudar até os nossos próprios amigos a se aproximar mais de Deus, especialmente neste tempo da Quaresma”, reforçou a estudante de 16 anos, Emanuele Barbosa. “São crianças que conseguem falar da fé, que conseguem falar de Jesus, que conseguem dar exemplos. E elas dão exemplos tanto ao falar quanto elas dão exemplo com as atitudes, com a forma como elas tratam os outros”, concluiu a diretora.




