Em audiência com membros da Fundação João Paulo II para o Sahel, Leão XIV ressaltou revitalização da entidade e serviço exercido em favor dos necessitados
Da Redação, com Vatican News

Papa Leão XIV em audiência no Vaticano neste sábado, 9 / Foto: Reprodução Reuters
Na manhã deste sábado, 9, o Papa Leão XIV encontrou-se com membros do conselho de administração da Fundação João Paulo II para o Sahel. Fundada em 1984, a instituição vaticana é focada no desenvolvimento humano integral e dedicada ao combate à desertificação, seca e pobreza em nove países da região subsaariana, na África.
O Pontífice iniciou seu discurso agradecendo aos presentes pela recente revitalização da missão da Fundação, ocorrida em fevereiro, com novos estatutos e a eleição do novo presidente e membros do conselho de administração.
“Após quarenta anos de caminhada”, afirmou o Santo Padre, “a Fundação chegou a uma reviravolta caracterizada também por desafios externos ligados às crises econômicas multidimensionais em nível internacional. É neste contexto que a revitalização da sua missão, em conformidade com as normas vigentes da Santa Sé, tornou-se indispensável”.
Justiça e caridade
Leão XIV frisou, em seguida, a missão espiritual da Fundação. “Socorrer as vítimas de uma calamidade natural ou as pessoas vulneráveis é, de fato, uma questão de justiça antes mesmo de ser de caridade”, sublinhou. Desta forma, a Fundação contribui para a obra de Deus e a proteção da Criação.
“Louvo a vossa decisão unânime de manter a Fundação João Paulo II para o Sahel como uma Fundação Pontifícia, segundo o espírito do seu santo fundador e à luz dos seus novos estatutos”, acrescentou o Papa. Ele convidou-os ainda a colaborem na sinodalidade com o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral e com as demais instituições da Santa Sé para a promoção da dignidade humana das populações do Sahel.
O Pontífice finalizou seu discurso expressando que está certo de que este novo percurso da Fundação os colocará diante de uma realidade repleta de desafios. “Como dizia o Papa Francisco, esses desafios são enormes, mas juntos seguiremos adiante em espírito sinodal, com compromisso renovado e sem perder a esperança”, concluiu.




