Santo Padre recorda com carinho e satisfação sobre os lugares que visitou
Durante o encontro na Praça São Pedro, o Pontífice recordou a Viagem Apostólica realizada entre os dias 13 e 23 deste mês, quando visitou quatro países africanos: Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial.
Reportagem de Danúbia Gleisser e Rodrigo Palmeira
Ao chegar de papamóvel à Praça São Pedro, Papa Leão XIV saudou os peregrinos que vieram de várias partes do mundo e durante a catequese partilhou os frutos da missão no continente africano.
O Papa afirmou que desde o início do pontificado desejava visitar a África. Destacou ter levado uma mensagem de paz em meio a conflitos e violações do direito internacional.
Na Argélia, o Pontífice recordou as raízes espirituais ligada a Santo Agostinho e destacou a importância de construir pontes com a tradição da Igreja, com o mundo islâmico e com todo o continente africano.
Sobre a visita aos camaroneses, o Santo Padre reforçou o apelo à reconciliação e à paz. O país conhecido como África em miniatura reflete os desafios do continente, combate à corrupção, valorização dos jovens e desenvolvimento sustentável com cooperação internacional.
Da passagem por Angola, destacou a força de um povo marcado por uma longa guerra, mas sustentado por uma fé viva e uma tradição cristã profunda. Uma Igreja livre para um povo livre. No Santuário de Nossa Senhora de Muxima, o Papa disse ter sentido pulsar da fé do povo angolano, marcada pela esperança, reconciliação e busca pela paz.
Um dos momentos mais marcantes da viagem apostólica à África foi a visita à prisão de Bata na Guiné Equatorial. Ali o Papa destacou a fé de um povo que, mesmo diante das dificuldades da história, segue firme na esperança e se recordou dos presos que clamaram a Deus o perdão por seus pecados e pela sua liberdade. Leão XIV disse nunca ter visto algo igual.
Na audiência, o Santo Padre manifestou preocupação com a violência na Colômbia, expressando proximidade às vítimas e reforçando o apelo pela paz. Ao saudar os poloneses, o Pontífice recordou o aniversário da libertação do campo de concentração de Dachau e o dia do martírio do clero polonês na Segunda Guerra Mundial.
E por fim lembrou a Santa Doutora da Igreja Catarina. “Apaixonem-se por Cristo como Catarina”, disse o Papa ao convidar jovens, enfermos e recém-casados a viverem a fé com coragem, amor e fidelidade, seguindo o exemplo da santa italiana.




